Search

Prefeitura de Campo Grande garante R$ 160 milhões para obras de infraestrutura após ajuste fiscal

Campo Grande (MS) inicia 2026 com R$ 160 milhões já disponíveis para intervenções de infraestrutura urbana, valor liberado após a aprovação do Plano de Equilíbrio Fiscal adotado pela administração municipal. Os recursos serão direcionados principalmente a drenagem, pavimentação e recapeamento de vias, ações consideradas prioritárias para melhorar a mobilidade e reduzir pontos de alagamento.

O aporte financeiro marca uma mudança de cenário em relação a 2025, ano definido pela Prefeitura como período de ajustes severos. Na ocasião, foram implementados cortes de despesas e revisão de contratos para equilibrar as contas públicas e evitar a interrupção de serviços. Segundo a prefeita Adriane Lopes (PP), o esforço fiscal permitiu restabelecer a capacidade de investimento do município e preparar um novo ciclo de obras.

Com o caixa recomposto, a gestão afirma que pretende contemplar tanto regiões já consolidadas quanto novos bairros. Nos locais mais antigos, a prioridade será recuperar asfalto desgastado e ampliar a capacidade de drenagem para enfrentar chuvas intensas. Já nos setores em expansão, o objetivo é levar pavimentação inédita e infraestrutura básica, reduzindo a exposição de moradores a lama, poeira e inundações.

A Prefeitura planeja iniciar parte dos serviços ainda no primeiro semestre de 2026. Equipes técnicas concluem projetos executivos e processos licitatórios para garantir celeridade às obras assim que as condições climáticas permitirem. A estimativa é de que intervenções estruturais diminuam custos com manutenção emergencial, como operação tapa-buracos, frequentemente acionada em períodos chuvosos.

Além dos R$ 160 milhões reservados para infraestrutura, Campo Grande conta com R$ 20 milhões já empenhados no orçamento federal para a área da saúde. O repasse, articulado pela senadora Tereza Cristina (PP), será destinado à Secretaria Municipal de Saúde. A verba deverá acelerar a compra de medicamentos, a contratação de profissionais e a ampliação de atendimento em unidades básicas e hospitais.

De acordo com a parlamentar, o montante é considerado um primeiro passo no reforço ao sistema público de saúde da Capital sul-mato-grossense. A liberação dos valores depende agora de trâmites administrativos junto ao Ministério da Saúde, mas o empenho garante disponibilidade orçamentária e agiliza o processo de transferência.

No conjunto de investimentos, destaca-se ainda a obra do viaduto que interliga as avenidas Gury Marques, Costa e Silva, Senador Antônio Mendes Canale e Doutor Olavo Vilella de Andrade, popularmente conhecido como “viaduto da Coca-Cola”. O empreendimento, orçado em quase R$ 90 milhões e financiado com apoio da bancada federal, é apontado pela administração como estratégico para aliviar o tráfego em uma das regiões mais movimentadas da cidade.

Com três faixas de rolamento em cada sentido, passagens para pedestres e ciclovias, o viaduto pretende reorganizar o fluxo de veículos que hoje se concentra em cruzamentos de alto índice de congestionamento. Estudos de tráfego indicam redução significativa no tempo de deslocamento após a conclusão das obras, prevista para 2026.

Na área da educação, o equilíbrio fiscal também impacta metas de expansão. Dados municipais mostram que a fila por vagas na educação infantil, que já ultrapassou 13 mil crianças, caiu para cerca de 2 mil após a adoção de medidas de gestão. A meta da Prefeitura é zerar a demanda até o fim de 2026, ampliando salas de aula, reformando unidades existentes e firmando parcerias com instituições conveniadas.

Para sustentar a nova etapa de entregas, a prefeita orientou o secretariado a acelerar cronogramas e reforçar o monitoramento de contratos. A estratégia inclui reuniões periódicas de avaliação, definição de indicadores de desempenho e busca de novas fontes de financiamento junto aos governos estadual e federal.

Entre as justificativas apresentadas pela gestão para priorizar obras de drenagem estão as chuvas volumosas registradas nas últimas semanas. Relatórios técnicos apontam que a malha viária antiga, somada ao aumento de impermeabilização do solo, contribui para o acúmulo de água e o desgaste prematuro do asfalto. O investimento em galerias pluviais e recapeamento é considerado essencial para reduzir custos futuros e garantir segurança viária.

Os R$ 160 milhões destinados à infraestrutura serão distribuídos conforme critérios de urgência estabelecidos pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos. Bairros com maior incidência de alagamentos deverão receber as primeiras frentes de trabalho, seguidos por trechos com alto fluxo de veículos e pontos onde o pavimento apresenta maior deterioração.

No campo financeiro, a administração informa que a execução orçamentária de 2025 ficou dentro das metas do Plano de Equilíbrio Fiscal, permitindo encerrar o exercício com superávit primário. A reserva obtida foi fundamental para garantir contrapartida a convênios federais, condição indispensável para a liberação dos recursos anunciados.

Com a combinação de equilíbrio das contas, reforço no caixa e projetos prontos para licitação, Campo Grande projeta 2026 como um ano de entregas em diferentes setores. A expectativa do Executivo municipal é que a população perceba os resultados das medidas de ajuste na forma de vias recuperadas, serviços de saúde ampliados e redução das filas por vagas em creches.

Os próximos passos incluem o lançamento dos editais para as novas obras, a assinatura de ordens de serviço e a instalação dos canteiros. A Prefeitura pretende divulgar cronogramas detalhados nas próximas semanas para garantir transparência e acompanhamento público das intervenções.