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Campo Grande destina mais de R$ 1,4 milhão a nova frota de máquinas para apoiar agricultura familiar

A Prefeitura de Campo Grande conclui os trâmites para adquirir um conjunto de máquinas agrícolas que ampliará o atendimento aos produtores rurais do município. O investimento, superior a R$ 1,4 milhão, é viabilizado por emenda parlamentar da senadora Tereza Cristina e será operado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades). Com a nova frota, a administração local busca fortalecer o suporte técnico à agricultura familiar e a produtores de médio porte, além de racionalizar a logística das ações em campo.

Os recursos destinam-se à compra de tratores, carretas, raspadeiras, grades aradoras, roçadeiras, plantadeiras, distribuidor de calcário e adubo, plataforma colhedora, terraceador e um caminhão para transporte dos implementos. Segundo a Semades, o conjunto foi dimensionado para atender às principais etapas do preparo de solo, plantio e manejo, garantindo maior autonomia operacional e reduzindo a dependência de equipamentos terceirizados.

Hoje, o atendimento a pequenos e médios produtores muitas vezes exige deslocamentos sucessivos de máquinas entre diferentes regiões da capital, o que encarece as operações e limita a área alcançada. A inclusão de um caminhão exclusivo para o transporte dos implementos pretende encurtar esse trajeto, permitindo que os equipamentos cheguem às propriedades no período ideal para cada atividade agrícola, como o preparo pré-plantio ou a distribuição de insumos.

A equipe técnica da secretaria projeta um ganho significativo de eficiência. Com mais tratores disponíveis, será possível executar vários serviços simultaneamente, evitando a formação de fila de solicitações no pico das safras. Além disso, a combinação de grades, roçadeiras e terraceador deve agilizar a correção do solo e o controle de plantas invasoras, etapas essenciais para elevar a produtividade das pequenas lavouras.

Outro ponto destacado pela Semades é a possibilidade de atender de forma contínua diferentes cadeias produtivas. A plataforma colhedora, por exemplo, reforça o suporte à produção de grãos, enquanto o distribuidor de calcário e adubo facilitará programas de correção de acidez do solo e nutrição das plantas. Essas ações, segundo a pasta, contribuem para organizar a cadeia produtiva local, preparando o município para ampliar a oferta de alimentos e insumos agrícolas.

O secretário Ademar Silva Junior considera a aquisição um movimento estratégico para Campo Grande. Ao incorporar equipamentos próprios, a municipalidade ganha flexibilidade para reorganizar rotas, alocar equipes de operação conforme a demanda e atender produtores no momento adequado. A expectativa é que a nova estrutura minimize atrasos que comprometem o calendário agrícola e, consequentemente, a rentabilidade das famílias que dependem da atividade no campo.

A homologação do processo licitatório garante que os maquinários passem a integrar a frota municipal tão logo sejam entregues pelos fornecedores. Uma vez incorporados, os equipamentos ficarão disponíveis em regime integral para as ações de apoio ao agro, desde a preparação do solo até a manutenção periódica de vias rurais que facilitam o escoamento da produção.

Com o aporte de recursos e a modernização do parque de máquinas, a Prefeitura sinaliza a intenção de posicionar Campo Grande como referência regional em assistência técnica ao agronegócio e à agricultura familiar. A administração municipal acredita que a medida fortalece a infraestrutura rural, amplia a capacidade produtiva local e gera reflexos positivos na economia do Mato Grosso do Sul, especialmente em comunidades que dependem diretamente da agricultura para seu sustento.

O pacote de máquinas reforça, ainda, a estratégia de longo prazo da Semades de integrar políticas de meio ambiente, desenvolvimento econômico e sustentabilidade. Ao otimizar o uso de equipamentos multifuncionais, a secretaria pretende expandir áreas atendidas sem aumentar o impacto ambiental, equilibrando eficiência produtiva e boas práticas de conservação do solo. O investimento, portanto, reúne objetivos de crescimento econômico com metas de gestão responsável dos recursos naturais.