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Campo Grande prepara licitação de R$ 42 milhões para recapeamento em sete regiões urbanas

A Prefeitura de Campo Grande avançou nesta sexta-feira, 5, na elaboração do edital que contratará serviços de recuperação asfáltica em ruas de sete regiões da cidade. O documento, autorizado pela administração municipal, encontra-se no setor jurídico da Secretaria Especial de Licitações e Contratos (Selc) e seguirá, nos próximos dias, para análise da Procuradoria-Geral do Município (PGM). Após a aprovação, o edital será publicado no Diário Oficial, etapa que formaliza a abertura do processo licitatório.

O investimento previsto soma R$ 42 milhões, quantia destinada exclusivamente à mão de obra especializada responsável pela aplicação do novo revestimento. De acordo com a prefeita Adriane Lopes, o pacote representa mudança no modelo de manutenção adotado na malha viária da Capital, substituindo ações pontuais de tapa-buracos por intervenções estruturais. A estratégia, segundo a gestora, emprega tecnologia de recapeamento com vida útil estimada entre cinco e oito anos, o que tende a reduzir despesas anuais com reparos e a elevar os níveis de segurança e fluidez no tráfego.

A licitação tem como objeto a contratação de empresa capacitada para executar serviços de recuperação funcional do pavimento, englobando reperfilamento e recapeamento em vias localizadas nos setores Anhanduizinho, Bandeira, Centro, Imbirussu, Lagoa, Prosa e Segredo. O cronograma operacional foi definido pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), que ficará responsável pela fiscalização das obras.

Conforme o secretário da Selc, André Moura de Brandão, o contrato estipulará prazo de 360 dias para conclusão dos trabalhos, contados a partir da emissão da ordem de serviço. A previsão da administração é iniciar a execução física no final do terceiro semestre de 2026, prazo que considera o trâmite licitatório, a seleção da empresa vencedora, a assinatura do contrato e a mobilização dos recursos.

Os R$ 42 milhões sairão do Tesouro Municipal, sem previsão de repasse de outras esferas de governo. A fonte de custeio própria foi apontada pela prefeitura como fator que oferece maior autonomia no planejamento e reduz a dependência de convênios externos. A definição do valor ocorreu após levantamento técnico da Sisep, que estimou a extensão total de pavimento a ser recuperada e a metodologia de aplicação do novo material.

A proposta contempla a utilização de mistura asfáltica modificada, projetada para suportar variações de temperatura, cargas de tráfego e escoamento de água. De acordo com as especificações prévias do edital, a escolha desse tipo de produto tem o objetivo de prolongar a durabilidade da pista e diminuir a necessidade de intervenções corretivas a curto prazo.

O processo de licitação seguirá a legislação federal e as normas municipais de compras públicas. Após a publicação no Diário Oficial, o edital indicará data, local e horários para entrega das propostas, critérios de habilitação, requisitos técnicos, prazos de execução, garantias contratuais e parâmetros de qualidade do serviço. Caberá à Selc conduzir todas as fases, desde o recebimento dos envelopes até a homologação do resultado.

Durante a etapa de análise jurídica, a PGM verificará a conformidade do documento com a legislação vigente, especialmente quanto à transparência, eficácia dos critérios e preservação do interesse público. Concluída essa verificação, e não havendo pendências, o texto será devolvido à Selc para publicação.

A prefeita Adriane Lopes afirmou que o lançamento do edital marca uma nova fase na política de manutenção viária da cidade, sustentada por intervenções com horizonte de médio prazo. Segundo ela, a mudança de abordagem deve refletir na qualidade de vida dos moradores e na eficiência do transporte urbano, ao reduzir interrupções causadas por consertos frequentes.

As sete regiões contempladas concentram importante volume de tráfego diário e apresentam níveis diferenciados de desgaste. O mapeamento das vias prioritárias foi elaborado pela Sisep, que utilizou critérios de fluxo de veículos, estado de conservação do pavimento e conectividade com rotas de transporte coletivo. A previsão é que os serviços ocorram de forma escalonada, permitindo que equipes se distribuam pelas áreas definidas sem provocar grandes impactos simultâneos na mobilidade.

Com a publicação do edital e a consequente seleção da empresa responsável, as etapas subsequentes incluem a elaboração dos projetos executivos de cada trecho, a programação dos recursos logísticos e a instalação de sinalização provisória. O acompanhamento do cronograma será feito por engenheiros da prefeitura, que deverão atestar a conformidade de cada fase antes da liberação de pagamentos intermediários.

Ao final dos 12 meses de contrato, a expectativa do município é entregar um pavimento com características uniformes, melhor capacidade de drenagem e resistência a deformações, contribuindo para ampliar a vida útil da malha urbana e reduzir a frequência de intervenções emergenciais em Campo Grande.