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Campo Grande sustenta avanço econômico com PIB em alta de 5,2% e inflação contida em outubro

Campo Grande encerrou outubro de 2025 ampliando o Produto Interno Bruto (PIB) e contendo a pressão sobre os preços ao consumidor. Dados do Boletim Econômico Mensal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades) indicam que a atividade econômica local alcançou R$ 35,2 bilhões, com projeção de crescimento anual de 5,2%. O desempenho supera a média nacional e se apoia em ambiente macroeconômico favorável, marcado pelo menor Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o mês de outubro em 27 anos, de 0,09%.

O comportamento da inflação foi diretamente influenciado pela queda de 2,39% na tarifa de energia elétrica. A retração reduziu o custo imediato para famílias e empresas e contribuiu para segurar a evolução de grupos estratégicos da cesta do IPCA. Habitação, transportes e alimentação mantiveram-se praticamente estáveis, com destaque para alimentos, cuja variação ficou em 0,01%. O cenário de preços controlados reforçou a confiança de consumidores e empreendedores e garantiu poder de compra às famílias em um período marcado por investimentos em infraestrutura e expansão empresarial.

No mercado de trabalho formal, Campo Grande registrou saldo positivo de 73 vagas em outubro. A indústria foi o setor que mais contratou, com abertura de 40 postos, seguida pela agropecuária, responsável por 33 novos empregos. De acordo com a Semades, a remuneração média chegou a R$ 4.100, patamar acima da média estadual. Além disso, 62% das oportunidades criadas foram preenchidas por profissionais com ensino médio completo ou formação superior, sinalizando maior demanda por qualificação e reforçando a diversificação produtiva local.

Segundo a secretaria municipal, o avanço simultâneo de diferentes áreas econômicas sustenta o ritmo de crescimento. Indústria de transformação, agronegócio, comércio e o segmento de serviços digitais atuaram em consonância, estimulados por investimentos públicos e privados. A cidade contabilizou 485 novas empresas no mês, resultado que representa aumento de 8,7% no número de negócios digitais. Com esse desempenho, as atividades ligadas à tecnologia já respondem por 25,8% do total de empreendimentos ativos, ampliando a participação dos serviços de alto valor agregado na composição do PIB.

Programas de incentivo ao micro e pequeno empresário também contribuíram para manter o fluxo de abertura de negócios. Por meio do Banco do Povo, foram liberados R$ 2,8 milhões em microcrédito, volume direcionado principalmente a setores de comércio e serviços. No mesmo período, startups locais captaram R$ 4,2 milhões em investimentos privados, recursos voltados ao desenvolvimento de plataformas digitais, logística e soluções para o agronegócio.

Paralelamente, a administração municipal investiu R$ 20 milhões em obras de infraestrutura em outubro. O pacote contemplou o recapeamento de 12,3 quilômetros de vias urbanas, modernização de terminais de ônibus, inauguração da Unidade Básica de Saúde (UBS) Parati e início das obras da ciclovia da Avenida Afonso Pena. As intervenções visam melhorar mobilidade, reduzir custos logísticos e ampliar serviços de saúde, fatores considerados determinantes para manter a capital de Mato Grosso do Sul em posição de destaque no Ranking de Competitividade dos Municípios elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), onde Campo Grande ocupa o oitavo lugar em nível nacional, com avaliação positiva especialmente em infraestrutura.

A combinação de incremento do PIB, inflação sob controle, geração de empregos qualificados e estímulo ao empreendedorismo reforça a percepção de que Campo Grande se consolida como polo regional de desenvolvimento no Centro-Oeste. O balanço favorável de indicadores econômicos, aliado à diversificação produtiva e à expansão de serviços urbanos, sustenta a expectativa da Semades de que o ciclo de crescimento se estenda nos próximos meses.

Com preços estáveis, investimentos públicos contínuos e fluxo de capital privado em expansão, a cidade entra no último bimestre do ano em posição considerada sólida pelos técnicos da secretaria. A administração municipal projeta que o resultado do PIB em 2025 confirme a taxa de 5,2% prevista, mantendo Campo Grande à frente da média nacional e fortalecendo sua imagem como referência de gestão econômica equilibrada no contexto brasileiro.