A Prefeitura de Campo Grande contabiliza quase 100 mil buracos tapados na malha viária desde o início do ano. O balanço, divulgado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), reúne intervenções executadas nas sete regiões urbanas da Capital e demonstra a dimensão da força-tarefa montada para conter o avanço de danos no asfalto durante o período chuvoso.
De acordo com a Sisep, as equipes trabalham em sistema de revezamento diário, com início das atividades pouco antes das 6 h e término por volta das 19 h. O horário estendido foi adotado para aproveitar janelas de tempo seco, consideradas essenciais para a correta aplicação da massa asfáltica e para a aderência do material ao pavimento existente.
Mesmo com as interrupções provocadas pela chuva, a produtividade se mantém elevada nos dias de clima estável. Nesses casos, a média supera 2 mil reparos diários, segundo a pasta. Quando o solo se apresenta úmido ou encharcado, o serviço é adiado ou suspenso temporariamente para evitar desperdício de insumos e assegurar maior durabilidade ao conserto.
A classificação das vias obedece a uma ordem de prioridade previamente definida. Inicialmente, as frentes de trabalho concentram-se em avenidas, corredores de transporte coletivo, ruas com alto fluxo de veículos e principais acessos aos bairros. Após concluir esses trechos, as equipes avançam para as vias internas de cada região, contemplando gradualmente toda a área urbana.
Segundo a prefeitura, o planejamento leva em conta fatores como volumetria de tráfego, presença de linhas de ônibus, densidade populacional no entorno e histórico de ocorrências registradas pela central de manutenção urbana. A intenção é reduzir riscos de acidentes, melhorar a fluidez do trânsito e minimizar prejuízos a motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres que utilizam diariamente as ruas da Capital.
Para monitorar a situação do pavimento, a Sisep mantém canais de comunicação que recebem relatos da população e apontam pontos críticos que exigem reparo imediato. As demandas são avaliadas por equipes técnicas, que programam as intervenções conforme a gravidade do problema e as condições climáticas previstas para cada período.
A operação conta com maquinário específico, incluindo caminhões-caçamba, fresadoras, rolos compactadores e usinas móveis de produção de massa asfáltica. O material quente é transportado até os locais de destino, onde o trecho danificado é cortado, limpo, preenchido e compactado. A etapa final inclui a liberação controlada do trânsito, garantindo o resfriamento adequado da nova camada.
O balanço parcial indica que o volume de buracos eliminados neste ano supera o registrado em igual intervalo do ano passado. A administração municipal atribui o avanço à reorganização das frentes de trabalho, ao aumento de equipes terceirizadas e à ampliação da disponibilidade de insumos, medidas consideradas decisivas para acelerar a recuperação do pavimento.
Além do tapa-buracos, a Sisep informa que mantém programas complementares voltados à manutenção preventiva, como a aplicação de micropavimento, a realização de recapeamentos estruturais em vias arteriais e a limpeza periódica de sarjetas e bocas de lobo. Essas ações, de acordo com a pasta, contribuem para retardar o surgimento de novas crateras e prolongar a vida útil do asfalto.
O município reforça que o cronograma pode sofrer alterações a qualquer momento, dependendo do volume e da intensidade das chuvas. Em caso de tempo firme, as equipes retomam imediatamente o serviço para cumprir a meta de chegar aos 100 mil reparos e, na sequência, avançar na recuperação completa das vias secundárias ao longo dos próximos meses.








