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Campo Grande reforça vacinação de cães e gatos após terceiro caso de raiva em morcegos

O registro do terceiro caso de raiva em morcegos neste ano levou a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande a ampliar a orientação voltada à população e a destacar, mais uma vez, a necessidade da vacinação antirrábica de cães e gatos. De acordo com a pasta, manter os animais domésticos imunizados continua sendo a principal barreira para impedir a circulação do vírus em áreas urbanas.

Os morcegos infectados foram encontrados nos bairros Vivendas do Bosque, Centro e Santa Fé. Em todas as ocorrências, moradores notaram comportamento atípico, como presença durante o dia ou dificuldade de voo — indícios considerados clássicos de possível infecção. Após o recolhimento, exames laboratoriais confirmaram a presença do vírus da raiva, vírus que provoca doença com letalidade próxima de 100% depois do surgimento dos sintomas clínicos.

A Gerência de Controle de Zoonoses mantém a oferta gratuita da vacina antirrábica durante todo o ano. O serviço funciona na Avenida Senador Filinto Müller, nº 1.601, Vila Ipiranga, de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 6h às 22h. Cães e gatos a partir de três meses de idade podem ser imunizados, sem necessidade de agendamento prévio.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a atualização da carteira de vacinação dos animais cria uma barreira sanitária que protege não apenas os próprios pets, mas também tutores e demais moradores. O vírus da raiva é transmitido por saliva, mordida ou arranhão de animais infectados; por isso, a cobertura vacinal elevada dificulta que o agente se estabeleça em ambiente doméstico.

Além da imunização, a pasta reforça orientações sobre a conduta adequada em caso de encontro com morcegos. Caso o animal seja visto caído no chão, voando em locais e horários incomuns ou apresentando sinais de desorientação, a recomendação é que ninguém toque nele, mesmo que pareça morto. O Centro de Controle de Zoonoses deve ser acionado imediatamente para recolhimento e análise.

O monitoramento de morcegos na capital faz parte das ações rotineiras de vigilância epidemiológica. Técnicos da prefeitura realizam captura, envio de amostras para exame laboratorial e mapeamento das áreas com ocorrência positiva. A detecção precoce de casos permite intervenção rápida, reduzindo o risco de transmissão para animais domésticos e humanos.

A secretaria lembra que morcegos exercem papel ecológico fundamental, como controle de insetos e dispersão de sementes, mas podem atuar como reservatórios do vírus da raiva quando se aproximam de centros urbanos. A convivência próxima a residências aumenta a chance de contato entre o morcego afetado e cães ou gatos sem vacinação em dia, cenário considerado crítico para propagação da doença.

Para reforçar a prevenção, tutores devem:

  • Verificar o status vacinal de cães e gatos e procurar o ponto de imunização em caso de atraso ou dúvida;
  • Evitar manipular morcegos, vivos ou mortos, e manter crianças e animais afastados;
  • Notificar imediatamente o Centro de Controle de Zoonoses ao observar morcegos com comportamento incomum;
  • Manter portas, janelas e frestas protegidas para impedir a entrada de animais silvestres nas residências.

Em situações de possível exposição, como mordida ou arranhão de animal suspeito, a orientação é procurar atendimento médico ou veterinário sem demora. Dependendo da avaliação clínica, pode ser indicada profilaxia pós-exposição, que inclui vacina antirrábica humana e, em alguns casos, soro específico.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que, embora a raiva esteja controlada em grande parte do país, a vigilância precisa ser constante. Casos esporádicos em morcegos demonstram que o vírus permanece circulando na fauna silvestre, o que mantém o risco para animais domésticos e pessoas não vacinadas. Assim, a imunização anual de cães e gatos continua sendo estratégia indispensável para evitar o reaparecimento da doença em humanos.

Tutores que necessitem de mais informações sobre a vacinação ou o recolhimento de morcegos podem entrar em contato com a Gerência de Controle de Zoonoses de Campo Grande pelo telefone disponível nos canais oficiais da prefeitura. O órgão também responde a dúvidas sobre protocolos de segurança e medidas de prevenção em residências, escolas e estabelecimentos comerciais.

Com a confirmação dos três casos em 2024, o município mantém alerta ampliado, intensifica as ações de busca ativa e reforça a orientação para que a população colabore na identificação de animais suspeitos. A continuidade dessas medidas visa preservar a saúde coletiva e impedir novos registros de raiva na capital sul-mato-grossense.

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