Campo Grande encerrou o ano de 2025 com a segunda melhor qualidade de vida entre as capitais brasileiras, de acordo com o levantamento anual do Instituto de Progresso Social (IPS Brasil). O estudo atribuiu à capital sul-matogrossense 69,63 pontos, resultado que a coloca a apenas 0,27 ponto de Curitiba, líder do ranking com 69,90 pontos. A diferença representa 0,37% do índice geral, evidenciando um cenário de equilíbrio entre as duas primeiras colocadas.
O indicador é calculado com base em 57 métricas distribuídas pelos eixos de bem-estar, oportunidades, direitos individuais e sustentabilidade ambiental. Mais de 5 mil municípios foram avaliados na edição de 2025. Na classificação nacional, que agrega cidades de todos os portes, Campo Grande aparece na 13ª posição, refletindo desempenho acima da média em diversas áreas sociais e ambientais.
Entre os parâmetros analisados, a transparência na gestão pública se destacou. Campo Grande foi o único município brasileiro a alcançar 100% de conformidade na metodologia do Programa Nacional de Transparência Pública, feito que garantiu à administração o Selo Diamante. O reconhecimento atesta a disponibilidade integral de dados oficiais para acesso da população, incluindo informações orçamentárias, contratos, licitações e relatórios de execução fiscal.
A área de mobilidade e urbanismo também contribuiu para a pontuação da capital. Projetos de requalificação implementados em regiões centrais priorizaram a circulação de pedestres, com revitalização de calçadas, melhoria da iluminação pública e incremento da arborização. Essas intervenções ampliaram a conectividade entre bairros e favoreceram o uso de espaços coletivos, atendendo a critérios do IPS que medem acesso seguro e democrático à infraestrutura urbana.
No segmento de habitação, ações de regularização fundiária e a construção de unidades residenciais beneficiaram mais de mil famílias em 2025. Os programas contemplaram moradores de áreas urbanas que aguardavam documentação definitiva ou necessitavam de moradia adequada. Segundo o levantamento, a expansão de empreendimentos populares e a titulação de imóveis reduziram o déficit habitacional e contribuíram para elevar indicadores de estabilidade residencial.
A educação foi outro fator que pesou no desempenho. Dados oficiais apontam avanços na alfabetização de crianças até o 2º ano do ensino fundamental, meta considerada estratégica pelo IPS. Iniciativas locais de acompanhamento da aprendizagem, aliadas a investimentos em formação docente e materiais pedagógicos, impulsionaram os resultados. A cidade registrou ainda melhorias na taxa de frequência escolar e na conclusão das séries iniciais, parâmetros que compõem o eixo de oportunidade do índice.
Embora Campo Grande tenha demonstrado evolução consistente nos principais eixos avaliados, o relatório ressalta que a diferença mínima para Curitiba pode ser alterada em próximas medições por fatores externos ao escopo social, como indicadores econômicos ou níveis de segurança. O IPS Brasil reforça que o monitoramento anual permite identificar áreas que demandam atenção contínua, mesmo entre cidades posicionadas no topo do ranking.
Com desempenho favorável em transparência, mobilidade urbana, habitação e educação, Campo Grande mantém trajetória de progresso social que a coloca entre os municípios de destaque no país. A posição alcançada em 2025 sinaliza a efetividade de políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida e estabelece novo parâmetro de comparação para capitais que buscam evoluir em indicadores semelhantes.









