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Campo Grande inicia trabalho social em residenciais Jardim Antártica e Jorge Amado do Minha Casa, Minha Vida

A Prefeitura de Campo Grande firmou dois convênios com a Caixa Econômica Federal para realizar o trabalho técnico social nos residenciais Jardim Antártica e Jorge Amado, empreendimentos vinculados ao programa Minha Casa, Minha Vida. A iniciativa, publicada no Diário Oficial do Município – Diogrande nº 8.244 –, estabelece ações de orientação, acompanhamento e integração das famílias que ocuparão as unidades habitacionais.

Os acordos têm vigência de 24 meses e destinam recursos específicos para cada conjunto: R$ 186 mil serão aplicados no Residencial Jardim Antártica, enquanto o Residencial Jorge Amado receberá R$ 652,8 mil. Os valores cobrirão oficinas, reuniões comunitárias, visitas domiciliares e demais atividades previstas nos Projetos de Trabalho Social aprovados pela Caixa.

Conforme a administração municipal, o trabalho social antecede e se estende à fase pós-entrega das chaves. Durante esse período, equipes técnicas vão apresentar aos novos moradores informações sobre direitos e deveres em condomínio, uso adequado das áreas comuns, preservação do patrimônio coletivo e participação nas decisões que envolvem o cotidiano dos empreendimentos.

Os encontros coletivos terão a função de facilitar a adaptação das famílias à nova realidade habitacional. Além de ensinar rotinas de convivência, os profissionais responsáveis deverão estimular a criação de comissões de moradores e outras formas de organização comunitária, consideradas fundamentais para a gestão dos espaços compartilhados.

Em paralelo às atividades educativas, o plano inclui ações de esclarecimento sobre manutenção predial básica e conservação das unidades privativas. A proposta é reduzir riscos de degradação precoce das moradias e contribuir para a sustentabilidade financeira dos condomínios, já que cuidados preventivos tendem a diminuir custos de reparo a médio e longo prazo.

Outro eixo do programa envolve o fortalecimento do vínculo entre vizinhos. Dinâmicas em grupo, rodas de conversa e projetos de convivência serão utilizados para aproximar os moradores e fomentar a cooperação mútua. A prefeitura avalia que a construção de um ambiente comunitário sólido logo no início da ocupação pode refletir positivamente na segurança, na limpeza e na qualidade de vida dentro dos residenciais.

O diretor-presidente da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Amhasf), Cláudio Marques, considera a etapa social parte indissociável da política habitacional desenvolvida pela Capital. Segundo o órgão, o acompanhamento técnico contribui para que os conjuntos entregues pelo Minha Casa, Minha Vida mantenham padrão estrutural e organizacional, evitando conflitos e eventuais processos de deterioração física ou social.

Além das atividades voltadas aos moradores, as equipes contratadas deverão produzir relatórios periódicos para a Caixa Econômica Federal e para a prefeitura, detalhando o andamento das ações, o grau de participação da comunidade e os resultados alcançados. Esse monitoramento permitirá ajustes de estratégia, caso haja necessidade, e servirá de base para futuras iniciativas habitacionais no município.

O trabalho técnico social cumpre diretrizes estabelecidas pelo governo federal para empreendimentos financiados pelo Minha Casa, Minha Vida. O programa prevê que a construção das moradias seja acompanhada de iniciativas que promovam integração social, gestão democrática e uso sustentável dos espaços comuns. Em Campo Grande, a expectativa é de que o modelo aplicado nos residenciais Jardim Antártica e Jorge Amado possa ser replicado em outros projetos à medida que novos contratos sejam formalizados.

Com a assinatura dos convênios, a prefeitura inicia a contratação das equipes multidisciplinares responsáveis por executar as oficinas e acompanhamentos domiciliares. Assistentes sociais, educadores comunitários e arquitetos estão entre os profissionais que devem compor o grupo. As primeiras reuniões com futuros moradores estão previstas para ocorrer antes da entrega oficial das chaves, em cronograma a ser divulgado pela Amhasf.

Ao longo dos próximos dois anos, a administração municipal pretende avaliar indicadores como taxa de participação nas assembleias, conservação das áreas comuns e satisfação dos residentes. Os dados irão alimentar relatórios conclusivos que poderão subsidiar a definição de novas políticas públicas de moradia popular na Capital sul-mato-grossense.

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