A Prefeitura de Campo Grande promoveu, nesta segunda-feira (6), mudanças no alto escalão de duas agências consideradas estratégicas para a rotina urbana: a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) e a Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Agereg). As nomeações e exonerações foram oficializadas no Diário Oficial do Município (Diogrande) e alteram o núcleo técnico responsável por mobilidade, fiscalização contratual e regulação de serviços delegados.
De acordo com o ato divulgado pela prefeita Adriane Lopes (PP), Paulo da Silva deixa a presidência da Agetran e assume o cargo máximo da Agereg. Servidor com trajetória iniciada em 2009, ele já atuou nos poderes Legislativo e Executivo municipais, acumulando experiência em diferentes áreas da administração pública. A mudança o coloca agora na linha de frente da regulação e fiscalização de contratos de concessão e de serviços públicos terceirizados.
Para ocupar a vaga deixada na Agetran, a prefeita nomeou Ciro Vieira Ferreira. Com mais de três décadas de experiência na Segurança Pública, o novo dirigente construiu sua carreira na Polícia Rodoviária Federal (PRF) e participou de operações de grande porte, entre elas o esquema de trânsito organizado para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Sua chegada à agência responsável pelo trânsito da Capital ocorre em um momento de expansão dos debates sobre mobilidade urbana e segurança viária.
Outra alteração envolve José Mário Antunes da Silva, que chefiava a Agereg. Ele passa a atuar como assessor especial na Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz), órgão encarregado da gestão fiscal e orçamentária do município. Com passagem consolidada por diferentes frentes da administração, José Mário agora reforçará a equipe que monitora receitas, despesas e políticas tributárias.
A Agetran, agora sob comando de Ciro Vieira Ferreira, é o órgão incumbido de organizar o fluxo de veículos, planejar intervenções viárias, fiscalizar o cumprimento das normas de trânsito e formular políticas de mobilidade. Entre as atribuições estão a definição de sentidos de vias, implantação de sinalização, concessão de autorizações para eventos em vias públicas e aplicação de penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro.
Já a Agereg, que passa a ser presidida por Paulo da Silva, supervisiona contratos de concessão e parcerias público-privadas firmadas pelo município, incluindo setores como abastecimento de água, esgotamento sanitário, iluminação pública e limpeza urbana. A agência avalia o cumprimento de metas e indicadores de desempenho, além de mediar eventuais conflitos entre o poder concedente, as empresas prestadoras e os usuários dos serviços.
As nomeações integram um ajuste administrativo conduzido por Adriane Lopes, que busca, segundo o ato oficial, alinhamento técnico nas áreas que impactam diretamente a população. Transporte coletivo, condições de tráfego, segurança nas vias e qualidade dos serviços concedidos integram a lista de temas sob influência das mudanças publicadas no Diário Oficial.
Embora não tenha detalhado novas diretrizes, a administração municipal sinaliza que pretende reforçar a articulação entre mobilidade e regulação. Com a troca de cadeiras, profissionais com perfis distintos assumem missões complementares: Ciro, vindo da esfera de fiscalização rodoviária federal, leva bagagem operacional para o trânsito urbano; Paulo, com vivência no Legislativo e no Executivo locais, migra para um ambiente que requer negociação com concessionárias e análise jurídica de contratos.
O remanejamento na cúpula técnica ocorre em fase de revisões de contratos e de definição de investimentos em infraestrutura. A Capital avalia projetos de ampliação de corredores de ônibus, melhorias na sinalização semafórica e parcerias para modernizar a iluminação pública, iniciativas que dependem da atuação coordenada tanto da Agereg quanto da Agetran.
Com as publicações no Diogrande, os novos titulares já podem exercer suas funções. A expectativa do Executivo municipal é de que o reposicionamento reduza gargalos nos processos internos e acelere a tomada de decisões sobre projetos voltados a trânsito, transporte e serviços concedidos. A evolução desses temas deve ser acompanhada de perto pela população, que poderá sentir reflexos diretos na circulação diária, na oferta de infraestrutura e na qualidade dos serviços regulados.








