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Casal de São Paulo é detido com 289 quilos de entorpecentes na BR-163 em Dourados

Um homem de 22 anos e uma mulher de 27, moradores de Hortolândia e Sumaré, no interior paulista, foram presos na tarde de terça-feira, 24, durante fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no quilômetro da BR-163 em Dourados, Mato Grosso do Sul. O casal transportava 289 quilos de drogas distribuídos em maconha, skunk e haxixe.

Abordagem de rotina revela carga ilícita

Os agentes realizavam inspeções de rotina no posto da PRF quando deram ordem de parada a um Volkswagen Polo ocupado pelos dois suspeitos. No procedimento padrão de averiguação, policiais detectaram indícios de irregularidades e decidiram aprofundar a vistoria. Durante a checagem detalhada, encontraram 283 quilos de maconha, 6 quilos de skunk e 300 gramas de haxixe escondidos no interior do veículo.

Confissão do motorista

Confrontado com o flagrante, o condutor admitiu ter recolhido a carga em Coronel Sapucaia, município sul-mato-grossense situado na fronteira com o Paraguai, ponto conhecido pelo escoamento de entorpecentes. Segundo relato prestado no local, ele receberia R$ 10 mil para levar o material até Hortolândia, na região metropolitana de Campinas, onde a droga seria distribuída. O pagamento, de acordo com suas declarações, ocorreria após a entrega bem-sucedida do carregamento.

Versão da passageira

A mulher, por sua vez, negou qualquer conhecimento sobre a existência dos entorpecentes. Em depoimento preliminar, afirmou estar na condição de acompanhante do namorado e desconhecer totalmente o conteúdo transportado. Apesar da alegação, ela foi autuada em flagrante junto com o motorista, uma vez que estava no mesmo automóvel no momento da apreensão.

Destino dos envolvidos e registro da ocorrência

Depois da pesagem e confirmação dos tipos de droga, os policiais rodoviários encaminharam o casal para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Dourados. A autoridade policial localizou o veículo, os 289 quilos de entorpecentes e demais pertences como provas do crime de tráfico de drogas, previsto na legislação brasileira.

Detalhamento dos entorpecentes apreendidos

A maconha, que compôs a maior parte da carga, estava acondicionada em tabletes prensados. O skunk, variedade de cannabis com concentração mais elevada de princípio ativo, foi separado em embalagens menores, totalizando 6 quilos. Já o haxixe, derivado resinoso também feito a partir da planta, somou 300 gramas. Ao todo, os entorpecentes registraram peso líquido de 289 quilos, quantia suficiente para enquadrar os envolvidos na categoria de tráfico interestadual.

Logística da rota utilizada

O percurso declarado pelo motorista evidencia um trajeto comum entre regiões fronteiriças e o interior paulista. Coronel Sapucaia, ponto inicial citado, faz divisa direta com Capitán Bado, no Paraguai, país que concentra produção de maconha destinada ao território brasileiro. A BR-163, onde ocorreu a abordagem, liga o Mato Grosso do Sul à região Sul e Sudeste, servindo de corredor para o escoamento ilícito. Hortolândia, destino final indicado, fica a mais de 1.100 quilômetros de distância do local de origem da droga e integra área de grande consumo e redistribuição.

Enquadramento legal

Com base na legislação em vigor, transportar, guardar ou trazer consigo substância entorpecente sem autorização ou em desacordo com determinação legal configura crime de tráfico de drogas. A pena pode alcançar 15 anos de reclusão, agravada em caso de transnacionalidade, quantidade expressiva ou participação de organização criminosa. A circunstância relatada pelos policiais, que envolve fronteira internacional e elevada quantidade de material, pode pesar na definição da sentença.

Próximos passos do inquérito

Na Depac, o delegado responsável deve colher novos depoimentos, requisitar perícia no veículo e encaminhar as drogas para análise laboratorial. A investigação busca confirmar a versão de envolvimento de ambos os detidos, checar possíveis antecedentes e identificar outros participantes na cadeia de distribuição. A Polícia Rodoviária Federal continuará fornecendo informações complementares ao inquérito, incluindo imagens, laudos da pesagem e relatórios de serviço.

Enquanto isso, o casal permanece à disposição da Justiça. A audiência de custódia, prevista pela legislação para ocorrer em até 24 horas após a prisão, definirá se os suspeitos responderão ao processo em liberdade ou em regime de prisão preventiva. Caso confirmada a participação no transporte, ambos podem ser denunciados pelo Ministério Público por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

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