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Casos de doenças respiratórias sobem em Campo Grande e Sesau reforça orientações de prevenção

O volume de doenças respiratórias em Campo Grande cresceu de forma antecipada neste início de outono, levando a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) a intensificar a vigilância e a recomendar medidas preventivas à população. Dados da área de vigilância epidemiológica indicam que, até a 10ª semana epidemiológica de 2026, foram notificados 291 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), número superior ao observado no mesmo período de 2025.

Entre os registros graves, 25 evoluíram para óbito, o que corresponde a 8,2% do total. A análise laboratorial identificou a circulação simultânea de diferentes vírus, entre eles rinovírus, Influenza A, vírus sincicial respiratório (VSR) e o coronavírus responsável pela Covid-19. A presença concomitante desses agentes é vista pela Sesau como fator de pressão sobre o sistema de saúde, especialmente nos meses mais frios e chuvosos, quando tradicionalmente ocorre o pico de infecções.

Faixas etárias mais afetadas

O levantamento municipal aponta maior gravidade em crianças menores de 1 ano, seguidas pelos grupos de 1 a 4 anos e de 5 a 9 anos. Essa distribuição, segundo a secretaria, reforça a necessidade de atenção redobrada de pais e responsáveis, bem como da rede de assistência pediátrica. Neste ano, dois surtos em ambientes fechados demandaram internação: um relacionado à Covid-19 e outro ao VSR em crianças.

A ocorrência desses surtos em locais com ventilação insuficiente e circulação intensa de pessoas evidenciou, segundo a Sesau, o risco adicional representado pelos espaços fechados. Por esse motivo, o órgão recomenda que, sempre que possível, sejam priorizados ambientes arejados e que se evitem aglomerações, sobretudo em períodos de alta transmissão.

Tendência de elevação

Os atendimentos por doenças respiratórias vêm superando, desde o início de março, os números registrados em igual intervalo de 2025. A secretaria trabalha com a projeção de incremento nas próximas semanas, dado que o outono e o inverno, além de temperaturas mais baixas, trazem maior umidade e favorecem a disseminação viral. Para mitigar o impacto sobre as unidades de saúde, foram acionados protocolos de isolamento de casos suspeitos, utilização intensificada de equipamentos de proteção individual pelas equipes e rastreamento de possíveis surtos.

Campanha de vacinação

A imunização contra a Influenza continua sendo considerada a principal estratégia para reduzir hospitalizações e óbitos. Em Campo Grande, a Campanha Nacional de Vacinação de 2026 começa em 28 de março e terá o Dia D como mobilização de maior alcance. Além disso, o município oferta proteção direcionada ao VSR para gestantes, com o objetivo de resguardar recém-nascidos de complicações graves, como bronquiolite.

A Sesau orienta que o público-alvo verifique a situação vacinal e procure as unidades básicas de saúde dentro dos prazos estabelecidos. Manter o esquema completo contra Influenza, Covid-19 e demais doenças recomendadas pelo calendário nacional contribui para ampliar a cobertura coletiva e reduzir a circulação de vírus respiratórios.

Orientações de prevenção

Para conter o avanço das infecções, a Sesau reforça quatro medidas consideradas simples e eficazes:

  • Higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel com frequência;
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, preferencialmente com a dobra do braço ou lenço descartável;
  • Evitar aglomerações e locais fechados, priorizando ambientes bem ventilados;
  • Manter a vacinação em dia de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde.

Segundo a secretaria, a adoção dessas práticas reduz a transmissão de vírus e minimiza a demanda por atendimento hospitalar. As unidades de saúde municipais permanecem em estado de alerta, monitorando a ocupação de leitos e ajustando fluxos para garantir assistência adequada. O objetivo central é assegurar resposta rápida, evitar agravamentos e preservar a capacidade de atendimento ao longo do período sazonal mais crítico.

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