Search

Chuva forte provoca alagamento e prende ambulância na Avenida Costa e Silva, em Campo Grande

Uma precipitação intensa registrada no fim da tarde desta quinta-feira (19) ocasionou alagamentos em diferentes pontos de Campo Grande (MS). Em aproximadamente 40 minutos, o volume de água foi suficiente para transformar vias de grande circulação em corredores de enxurrada, comprometendo a mobilidade urbana e colocando condutores em situação de risco.

A Avenida Costa e Silva, importante eixo de ligação da região sul ao centro da capital sul-matogrossense, foi um dos trechos mais afetados. O problema se concentrou nas proximidades do cruzamento com a Avenida Fábio Zahran, onde o acúmulo de água cobriu praticamente toda a pista. Carros de passeio, motocicletas e veículos utilitários enfrentaram dificuldade para avançar, enquanto ondas formadas pela passagem dos automóveis ampliavam o alagamento para as calçadas e adjacências.

Entre os veículos retidos, uma ambulância ficou completamente parada em meio à correnteza. Imagens enviadas por moradores à redação mostram o veículo de emergência com as rodas submersas, sem possibilidade de seguir viagem. Embora não haja informação sobre pacientes a bordo, a situação gerou preocupação entre motoristas e pedestres, que temiam a interrupção de um eventual atendimento médico. No vídeo, é possível ver que a ambulância permanece imóvel enquanto outros automóveis tentam manobrar lentamente para escapar da área com maior lâmina d’água.

Testemunhas relataram que, poucos minutos depois do início da chuva, a água começou a subir de forma repentina. A combinação de descida da via, rede de drenagem sobrecarregada e alto fluxo de veículos agravou o quadro. Motoristas narraram perda momentânea de aderência dos pneus, risco de pane no sistema elétrico e dificuldade para identificar buracos ou obstáculos encobertos. Alguns optaram por retornar pela contramão ou estacionar em locais elevados até que o nível reduzisse.

Com o trânsito comprometido, a orientação repassada por condutores e aplicativos de navegação foi evitar a Avenida Costa e Silva e buscar rotas alternativas, sobretudo durante os picos de alagamento. Quem seguia do bairro Universitário em direção ao centro era aconselhado a utilizar a Avenida Gury Marques ou a Rua Brilhante, enquanto motoristas que trafegavam no sentido oposto recebiam recomendações para acessar vias secundárias antes do entroncamento com a Fábio Zahran.

Além da Costa e Silva, outros pontos da capital também registraram bolsões de água, embora sem relatos de interdições completas. De acordo com relatos coletados nas redes sociais, regiões como Vila Progresso, Coronel Antonino e Jardim Panamá apresentaram enxurradas rápidas, porém o escoamento ocorreu em intervalo menor que o verificado no corredor sul. A chuva ocorreu após um dia de calor intenso, condição que contribuiu para a formação de nuvens carregadas típicas do início do período chuvoso.

Por volta do início da noite, o trânsito na Costa e Silva seguia lento, mas a circulação já mostrava sinais de normalização à medida que a água escoava. Equipes municipais foram vistas monitorando bueiros e bocas de lobo, embora não houvesse confirmação oficial de interdição da pista. Até o momento, não foram registradas ocorrências de feridos nem de danos estruturais significativos na via.

Especialistas costumam alertar que, em situações de chuva intensa, a travessia de áreas alagadas aumenta o risco de aquaplanagem, curto-circuito e calço hidráulico, condição em que a entrada de água no motor provoca pane imediata. A recomendação geral é que o motorista pare o veículo em local seguro e aguarde a redução do nível, evitando manobras bruscas ou aceleração excessiva.

Moradores de Campo Grande podem acionar serviços de emergência pelo telefone 193, em caso de necessidade de resgate, e informar focos de alagamento à central municipal. Embora o aguaceiro desta quinta-feira tenha durado menos de uma hora, a intensidade foi suficiente para evidenciar a vulnerabilidade de determinados trechos do sistema viário. Até a liberação completa das pistas inundadas, a orientação permanece: evitar a Avenida Costa e Silva e redobrar a atenção nas demais rotas da cidade.

Isso vai fechar em 35 segundos