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Chuva intensa alaga viaduto na saída para Três Lagoas em Campo Grande e complica o tráfego

A forte precipitação registrada no fim da tarde desta terça-feira (13) provocou alagamento no viaduto localizado na região do bairro Maria Aparecida Pedrossian, eixo que conecta Campo Grande à saída para Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul. O volume de água acumulado sobre a pista reduziu a velocidade dos veículos, exigiu atenção redobrada dos condutores e gerou retenções momentâneas no trânsito da via.

Imagens divulgadas por motoristas que passavam pelo local mostram um ônibus atravessando o ponto inundado. No vídeo, é possível observar a altura da lâmina d’água cobrindo parte das rodas do coletivo enquanto ele percorre o trecho com cautela. Outros automóveis surgem ao fundo, avançando lentamente para evitar danos mecânicos ou perda de controle em meio ao bolsão d’água.

O alagamento concentrou-se no desnível do viaduto, área que costuma receber maior carga de enxurrada durante chuvas intensas. De acordo com os registros feitos no momento do temporal, a quantidade de água superou a capacidade de escoamento do sistema de drenagem instalado na base da estrutura, formando uma extensa poça que ocupou toda a largura das duas faixas de rolamento.

Motoristas que transitavam no sentido Três Lagoas tiveram de reduzir drasticamente a velocidade ou interromper a marcha para avaliar a profundidade antes de seguir viagem. Passageiros do transporte coletivo também enfrentaram atraso, já que o motorista do ônibus adotou um ritmo mais lento para concluir a travessia sem comprometer a integridade do veículo nem a segurança dos ocupantes.

Ao longo do temporal, a visibilidade foi prejudicada pelo volume de água que se projetava sobre os vidros e pelo reflexo das luzes em poças formadas no asfalto. Em decorrência dessas condições, alguns condutores optaram por aguardar a diminuição da chuva em pontos de acostamento ou em ruas adjacentes, na tentativa de evitar contato direto com o ponto crítico.

O viaduto afetado integra a rota utilizada para acessar a BR-262 na direção de Três Lagoas, ligação importante para o fluxo de passageiros e cargas entre Campo Grande e o leste do estado. Em horários de pico, a via costuma registrar movimento elevado de veículos leves, ônibus urbanos, caminhões e carretas, o que amplia o impacto de qualquer restrição de pista.

Embora não tenham sido informados danos estruturais no viaduto, o episódio desta terça-feira volta a evidenciar o desafio de drenagem em determinadas áreas da capital sul-mato-grossense durante períodos de precipitação intensa. A elevação rápida do nível da água, combinada à topografia em declive, contribui para a formação de alagamentos temporários que afetam a mobilidade e expõem motoristas a riscos de aquaplanagem e panes elétricas.

Além das dificuldades para quem se deslocava pela saída para Três Lagoas, o alagamento teve reflexos em bairros adjacentes. Rotas alternativas utilizadas por condutores como desvio absorveram parte do tráfego, gerando aumento pontual no fluxo e exigindo paciência de quem buscava chegar a regiões centrais de Campo Grande ou retornar para a zona leste.

Não há, até o momento, registro de acidentes decorrentes do acúmulo de água no viaduto, nem informações sobre feridos. O trânsito foi gradativamente normalizado após a redução da chuva, quando o volume sobre a pista começou a escoar e os veículos retomaram a velocidade habitual. No entanto, a ocorrência reforça a necessidade de cautela ao dirigir sob chuva forte e de manutenção contínua nos sistemas de drenagem para minimizar transtornos futuros.

Com a aproximação do período chuvoso, autoridades locais recomendam que motoristas evitem atravessar trechos alagados sem certeza da profundidade, mantenham distância segura do veículo à frente e reduzam a velocidade sempre que a visibilidade ficar comprometida. Orientam ainda que os condutores busquem rotas alternativas quando possível, sobretudo em vias reconhecidamente suscetíveis a acúmulo de água.