A primeira quinzena de setembro de 2026 registrou forte irregularidade na distribuição das chuvas em Mato Grosso do Sul. Enquanto a região central e o oeste do estado acumularam volumes significativos, o norte, nordeste e sul enfrentaram déficits severos. Essa disparidade mantém condições favoráveis para incêndios florestais em áreas secas.
O balanço do CEMTEC/SEMADESC aponta Campo Grande como o destaque positivo. A capital acumulou 172,4 milímetros entre os dias 1º e 15 de setembro. Esse volume representa 122% a mais do que a média histórica esperada para o mês inteiro. A referência utilizada foi o período de 1981 a 2010, baseado na estação do INMET na Embrapa Gado de Corte.
Irregularidade nos volumes
Além da capital, outros municípios da faixa central e oeste tiveram altos acumulados. Ivinhema registrou 144,8 mm, seguida por Nioaque com 137,4 mm. Anaurilândia anotou 131,4 mm e Nova Alvorada do Sul, 126,4 mm. Esses números confirmam a concentração de precipitação em áreas específicas do estado.
O cenário oposto foi observado no norte, nordeste e sul. Alcinópolis e Pedro Gomes lideraram os déficits, com 90% abaixo da média esperada. Costa Rica apresentou queda de 78%, enquanto Camapuã e Paraíso das Águas registraram 77% e 71% de déficit, respectivamente. Figueirão também ficou com 71% abaixo do esperado.
Risco de incêndios
A falta de chuva nessas regiões reduz a umidade do solo e resseca a vegetação. Isso aumenta o risco de incêndios florestais. O levantamento técnico alerta que grandes volumes em uma área não garantem a recuperação da umidade em todo o estado. A chuva pode ficar concentrada em poucos episódios e regiões específicas.
Por isso, o CEMTEC/SEMADESC reforça a necessidade de monitorar os acumulados e as condições de umidade do solo. Acompanhar apenas o volume total não é suficiente. É essencial observar onde e como a água está sendo distribuída. As áreas com déficit continuam vulneráveis e exigem atenção redobrada das autoridades e da população.
Os dados foram coletados por estações e pluviômetros do CEMADEN, INMET, Embrapa Agropecuária Oeste, ANA, UFMS e SEMADESC. A irregularidade climática de 2026 exige planejamento contínuo para lidar com os extremos de seca e chuva no estado.








