Equipes da Gerência de Controle de Endemias Vetoriais (GCEV), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), realizam nesta sexta-feira um novo ciclo de pulverização de inseticida em cinco bairros de Campo Grande. A ação ocorre das 16h às 22h e faz parte das medidas de bloqueio químico destinadas a reduzir a população de mosquitos Aedes aegypti, vetor da dengue e de outras arboviroses.
O roteiro definido pela Sesau contempla pontos estratégicos em regiões com registro de maior circulação do mosquito. Na Vila Nasser, as equipes trabalharão na interseção da Rua Antônio de Moraes Ribeiro com a Rua Generoso Leite. No José Abrão, o serviço será concentrado na esquina da Rua Imbirussu com a Rua Cerejeira. Já no Jardim Panamá, o fumacê percorrerá a Rua Mitsuo Daima, nas proximidades da Rua Antônio Canovas Portela. No bairro Santo Antônio, a pulverização ocorrerá na confluência da Rua Guanabara com a Rua Natal. Por fim, na Vila Sobrinho, o trabalho se concentra na Rua Barão de Ladário, próximo ao cruzamento com a Rua Guaíba.
O horário escolhido, no fim da tarde e início da noite, coincide com o período de maior atividade do Aedes aegypti. Segundo a Sesau, a faixa entre 16h e 22h favorece a eficácia do produto porque o mosquito costuma buscar alimento nesse intervalo, ficando mais exposto ao inseticida aerosolizado.
De acordo com a orientação técnica, o produto age principalmente sobre os mosquitos adultos, em especial as fêmeas, responsáveis pela transmissão da dengue, da chikungunya e do zika vírus. Embora o alvo principal seja o Aedes aegypti, outras espécies podem ser atingidas, o que exige aplicação criteriosa para evitar impacto desnecessário sobre a fauna urbana.
A Secretaria solicita que moradores dos bairros contemplados auxiliem a operação mantendo portas e janelas abertas durante a passagem do fumacê. A medida permite que o aerossol penetre no interior das residências, alcançando locais onde os insetos costumam se esconder, como quartos, salas e áreas de serviço. Sem essa colaboração, parte dos mosquitos pode permanecer protegida e sobreviver ao produto químico.
O cronograma pode sofrer alterações caso ocorram chuvas, ventos fortes ou neblina. Condições climáticas adversas reduzem a dispersão adequada do inseticida e, consequentemente, sua efetividade. Nessa hipótese, a GCEV poderá adiar ou cancelar a operação, reprogramando o serviço para outro dia com condições favoráveis.
A aplicação do fumacê integra uma estratégia mais ampla de combate às arboviroses em Campo Grande. Além do bloqueio químico, a Sesau mantém ações permanentes de eliminação de criadouros, visitas domiciliares e campanhas de orientação sobre manejo de resíduos e armazenamento de água. O objetivo é interromper o ciclo reprodutivo do Aedes aegypti, que deposita ovos em recipientes com água parada, mesmo em pequenos volumes.
Embora o inseticida reduza a população adulta de mosquitos em curto prazo, a Sesau reforça que a colaboração da comunidade continua sendo fundamental. Medidas simples, como descartar corretamente objetos que acumulam água, manter caixas d’água bem vedadas e limpar calhas, evitam o desenvolvimento de larvas e pupas. Sem criadouros disponíveis, o mosquito não completa seu ciclo e a transmissão da dengue tende a cair.
A intensificação do fumacê foi definida com base em levantamentos entomológicos recentes, que apontaram aumento na infestação do Aedes aegypti em áreas específicas da capital sul-matogrossense. Os bairros incluídos na operação desta sexta-feira receberam prioridade devido à concentração de notificações de casos suspeitos e à presença de criadouros em residências, terrenos baldios e estabelecimentos comerciais.
Moradores que desejarem mais informações sobre o serviço podem entrar em contato com a Sesau pelos canais oficiais da Prefeitura de Campo Grande. A pasta disponibiliza orientações sobre proteção individual, agendamento de recolhimento de entulhos e esclarecimento de dúvidas sobre os sintomas das doenças associadas ao Aedes aegypti.
Além das ações rotineiras, novas pulverizações poderão ser programadas nos próximos dias, conforme a evolução dos indicadores epidemiológicos e a condição climática. A Sesau atualiza o cronograma periodicamente para garantir cobertura nos pontos mais críticos e atuar rapidamente onde surgirem focos do mosquito.
Com a conjugação de bloqueio químico, trabalhos de campo e participação popular, a Prefeitura espera reduzir a circulação do Aedes aegypti e prevenir surtos de dengue, protegendo a saúde pública em Campo Grande.









