Um condomínio em fase final de construção no bairro Jardim Antártica, em Campo Grande, promete oferecer moradia digna e soluções sustentáveis a 60 famílias em situação de vulnerabilidade social. O residencial, que integra programas habitacionais municipais com apoio do Governo do Estado, tem entrega prevista para maio e incorpora geração de energia solar para abastecimento das áreas comuns.
Na manhã de quinta-feira, 5, equipes da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha) visitaram o canteiro de obras ao lado de uma das famílias contempladas. Durante a inspeção, foi possível conferir a instalação das placas fotovoltaicas que deverão reduzir despesas de eletricidade e, consequentemente, tornar mais acessível o custo de manutenção do condomínio.
O empreendimento terá 60 apartamentos destinados a pessoas inscritas em listas prioritárias dos programas habitacionais, que reúnem famílias de baixa renda, pessoas com deficiência, responsáveis por crianças com necessidades especiais e cidadãos anteriormente em situação de rua. A seleção busca atender grupos que enfrentam maior grau de vulnerabilidade social e dependem de políticas públicas para acesso à moradia.
Energia solar como diferencial
A adoção de painéis solares figura como principal inovação do projeto. A energia gerada suprirá áreas comuns, como iluminação externa, corredores e espaços de lazer. De acordo com a administração municipal, a medida deve diminuir significativamente a conta de luz, possibilitando destinar recursos do condomínio a outras necessidades coletivas. Além da economia imediata, o sistema fotovoltaico dialoga com metas de redução de impactos ambientais e incentivo ao uso de tecnologia limpa em habitação popular.
Com a instalação concluída, a expectativa é de que os moradores notem redução nas taxas condominiais já nos primeiros meses de ocupação. O modelo segue diretrizes de sustentabilidade urbana e pode servir de referência para futuros empreendimentos sociais na região Centro-Oeste.
Estrutura para convivência e cultura
O projeto urbanístico inclui equipamentos voltados ao lazer e à integração comunitária. Estão previstos parquinho infantil, espaço com churrasqueira, quadra de areia e uma biblioteca comunitária. Segundo a Emha, esta será a primeira biblioteca instalada dentro de um condomínio habitacional da região Centro-Oeste, ampliando o acesso à leitura para crianças, jovens e adultos residentes.
A presença de áreas de convivência objetiva fortalecer o vínculo entre vizinhos e oferecer opções de atividades educativas e culturais sem a necessidade de deslocamento. A prefeitura também ressalta a proximidade do residencial com escola, posto de saúde e horta comunitária, fatores que devem facilitar a rotina dos futuros moradores.
Visita da administração municipal
Durante a visita técnica, a prefeita Adriane Lopes conversou com Grazielle Fernanda de Souza, dona de casa que recebeu a confirmação da unidade habitacional em dezembro do ano passado. Mãe de criança com necessidades especiais, Grazielle relatou que acompanhar o avanço das obras tornou a conquista da casa própria mais concreta. Ela destacou a importância da localização próxima a serviços essenciais e a chance de viver em um ambiente planejado para acolher famílias com diferentes perfis.
Segundo a gestora municipal, o condomínio simboliza o compromisso da administração em ampliar o alcance de políticas públicas de inclusão social. A prefeitura afirma que o projeto reúne segurança, qualidade de vida e novas perspectivas para moradores que, historicamente, enfrentam barreiras de acesso a moradia adequada.
Conclusão das obras e próxima etapa
Com a fase de acabamento em curso, as equipes da construtora trabalham na instalação final de pisos, pintura, paisagismo e adequação dos espaços comuns. A previsão oficial mantém a entrega para o mês de maio, quando as 60 famílias receberão as chaves dos apartamentos e iniciarão o processo de mudança.
A Emha informa que, até lá, serão realizadas orientações sobre convivência condominial, uso racional de recursos e manutenção do sistema de energia solar. A meta é assegurar que os residentes estejam preparados para gerir o espaço de forma colaborativa, preservando as áreas compartilhadas e otimizando os benefícios econômicos e ambientais do projeto.
Ao combinar habitação popular com tecnologia sustentável e equipamentos comunitários, o condomínio do Jardim Antártica busca estabelecer um modelo de desenvolvimento urbano focado em inclusão, eficiência e qualidade de vida. A iniciativa reforça o papel das políticas habitacionais na redução do déficit de moradias e na promoção de práticas ambientalmente responsáveis em Campo Grande.








