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Consumo de diesel no Brasil deve chegar a 71,4 milhões de m³ em 2027, puxado por MS

Consumo de diesel no Brasil deve atingir uma nova máxima histórica de 71,4 milhões de m³ - Foto: Arquivo/Portal RCN67

Segundo levantamento de inteligência de mercado da consultoria StoneX, o consumo de diesel no Brasil deve atingir 71,4 milhões de metros cúbicos (m³) em 2027, marcando o 11.º recorde anual consecutivo.

Para 2026, a projeção aponta para 70,6 milhões de m³, com o primeiro semestre já tendo movimentado 33,9 milhões de m³ de diesel B – aumento de 1,8% em relação ao mesmo período de 2025.

O estudo da StoneX analisa o fluxo de transporte de cargas e aponta o Centro‑Oeste como a única região cujas estimativas foram elevadas para 2026, reforçando seu papel no cenário nacional.

Em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, a demanda crescente por fretes reflete a expansão das indústrias de etanol de milho e o escoamento agrícola. “As atividades do agronegócio e da indústria continuam sustentando uma demanda robusta por transporte de cargas no país. Para o segundo semestre, os preparativos para a safra de soja 2026/27 devem manter o fluxo de insumos e fortalecer o consumo de diesel, especialmente nas principais regiões produtoras”, afirmou Bruno Cordeiro dos Santos, especialista em Inteligência de Mercado da StoneX.

O dinamismo do Centro‑Oeste contrasta com a queda nas expectativas para polos do Sudeste e Nordeste, onde estados como São Paulo e Bahia apresentaram desempenhos abaixo do esperado.

Embora o volume total continue em patamares recordes, o ritmo de expansão deve desacelerar para 1,2% em 2027, devido a fatores climáticos que podem reduzir a colheita de grãos e a um ambiente macroeconômico de custos industriais elevados, inflação global e restrições comerciais. Com a estabilização no Centro‑Oeste, a liderança no crescimento deverá migrar para o Sul, impulsionada pela recuperação das safras de soja no Paraná e no Rio Grande do Sul.

A demanda por biodiesel também segue em alta, com estimativa de 10,31 milhões de m³ em 2026 (+5,7% frente a 2025). Se a mistura permanecer em B15, as vendas avançariam para 10,44 milhões de m³ (+1,2%); com a implementação do B16 a partir de março, a demanda poderia alcançar 11,2 milhões de m³ (+9%).

*Com informações da StoneX