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Custo por voto em MS varia de R$ 1,97 a R$ 41,46 nas eleições 2026

Deputados estaduais e federais eleitos em Mato Grosso do Sul e seus custos por voto declarados até 3 de outubro.

O custo do voto em Mato Grosso do Sul apresentou uma disparidade significativa nas eleições de 2026. O valor mais alto registrado até o momento foi de R$ 41,46, referente ao deputado estadual reeleito Marcio Fernandes, do PL. Na outra extremidade, o deputado estadual eleito Tiago Botelho, do PT, teve o custo mais baixo, de R$ 1,97 por voto. Os dados são baseados na prestação de contas parcial entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e cruzados com o resultado oficial do primeiro turno, ocorrido no dia 4 de outubro.

Juntos, os 35 eleitos do estado declararam R$ 34,2 milhões em despesas até agora. É importante destacar que esses números são parciais. Eles refletem apenas o que cada candidato contratou e informou até a data de sua última entrega, que variou entre 9 de setembro e 3 de outubro. Os gastos da reta final da campanha não estão incluídos neste levantamento e só entrarão na prestação de contas final, cujo prazo de entrega é 3 de novembro, conforme a Lei das Eleições. Portanto, o custo por voto tende a aumentar quando os dados finais forem publicados.

Disparidade na Assembleia

Entre os 24 deputados estaduais eleitos, a média de custo por voto foi de R$ 12,21, com um total de R$ 9,64 milhões declarados. Além de Marcio Fernandes, os maiores custos por voto foram registrados por Pedrossian Neto, dos Republicanos, com R$ 34,20, e Coronel David, do PL, com R$ 25,13. Zé Teixeira, do PL, que foi o deputado estadual mais votado no estado, declarou o maior gasto absoluto entre os estaduais, totalizando R$ 1,08 milhão, o que resultou em um custo de R$ 19,95 por voto.

Entre os menores custos na Assembleia, além de Tiago Botelho, destacam-se André Puccinelli, do MDB, com R$ 4,13 por voto, e Londres Machado, do PP, com R$ 4,15. Vale notar que as últimas entregas de Puccinelli e Machado foram feitas em meados de setembro, o que pode indicar que seus custos finais também sofrerão acréscimos na prestação definitiva.

Gastos na Câmara dos Deputados

Os oito deputados federais eleitos por Mato Grosso do Sul somaram R$ 12,77 milhões em despesas declaradas, resultando em uma média de R$ 14,97 por voto. O maior custo individual foi de Dagoberto Nogueira, do PP, que gastou R$ 1,34 milhão para obter 56.217 votos, o equivalente a R$ 23,92 por voto. Em seguida, aparecem Beto Pereira, dos Republicanos, com R$ 22,17, e Rose Modesto, do União Brasil, com R$ 20,00.

Rose Modesto foi a candidata que mais declarou gastos em valores absolutos entre os federais, com R$ 2,49 milhões. Camila Jara, do PT, que foi a mais votada no estado, informou R$ 2,08 milhões em despesas, o que representa um custo de R$ 13,49 por voto. Os menores custos entre os federais ficaram com Marcos Pollon, do PL, com R$ 8,53, e Mara Caseiro, também do PL, com R$ 9,44. No caso de Mara Caseiro, a última entrega de contas foi feita em 13 de setembro, quase três semanas antes da eleição, o que sugere que seu valor final deve crescer mais que o dos demais na prestação final.

Nos cargos majoritários, o governador reeleito Eduardo Riedel, do PP, declarou R$ 5,94 milhões em despesas até 2 de outubro. Com 914.323 votos, o custo foi de R$ 6,49 por voto. Entre os senadores, Reinaldo Azambuja, do PL, declarou R$ 3,68 milhões, resultando em R$ 4,08 por voto. Capitão Contar, também do PL, informou R$ 2,14 milhões, o equivalente a R$ 2,50 por voto, o menor custo entre os cargos majoritários.

O levantamento realizado não inclui despesas pagas diretamente pelos partidos em benefício dos candidatos, como material de campanha compartilhado. Também foram excluídas doações que um candidato repassa a outro, para evitar a contagem dupla do mesmo dinheiro. Entre os eleitos, apenas Dagoberto Nogueira registrou esse tipo de repasse, no valor de R$ 100 mil. Somando todos os candidatos de Mato Grosso do Sul, eleitos ou não, as despesas declaradas até as parciais chegam a R$ 78,2 milhões. Os maiores grupos de gastos foram com pessoal, totalizando R$ 19 milhões, militância e mobilização de rua, com R$ 14,1 milhões, e produção de programas de rádio, TV ou vídeo, com R$ 7,4 milhões.

A prestação de contas final será analisada pela Justiça Eleitoral, que poderá aprovar, aprovar com ressalvas ou desaprovar as contas. Os eleitos só podem ser diplomados após o julgamento das contas. Quando os dados finais forem publicados, os valores desta matéria serão atualizados para refletir o custo real por voto em cada cargo.