Um interno de 58 anos morreu na manhã desta segunda-feira (27) no Presídio de Segurança Média (PSM) de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, depois de apresentar agravamento súbito do estado clínico enquanto era atendido pela equipe de saúde da unidade. O caso foi registrado pela 2ª Delegacia de Polícia como morte por causa indeterminada, sem indícios de prática criminosa, e passará por investigação da Polícia Civil.
O comunicado inicial partiu de um policial penal que acionou a delegacia responsável assim que o óbito foi constatado. A autoridade policial determinou o comparecimento da Perícia Científica e da funerária encarregada pelos procedimentos legais, adotando o protocolo padrão para mortes dentro do sistema prisional. Ao chegar ao local, os peritos iniciaram o levantamento das circunstâncias em que a morte ocorreu, recolheram informações preliminares e providenciaram o encaminhamento do corpo para exames necroscópicos.
De acordo com o boletim de ocorrência, o detento, identificado como Valter Machado de Souza, sentiu-se mal durante o atendimento médico rotineiro. Profissionais de saúde que o acompanhavam relataram alterações bruscas na frequência cardíaca e queda acentuada na saturação de oxigênio. Em seguida, o paciente apresentou rebaixamento do nível de consciência, evoluindo rapidamente para parada cardiorrespiratória. Nesse momento, foram iniciadas manobras de reanimação cardiopulmonar.
O registro policial detalha que as tentativas de reanimar o interno duraram aproximadamente 16 minutos. A equipe utilizou medicamentos e técnicas padronizadas de ressuscitação, mas não obteve resposta favorável. Diante da persistência do quadro de parada, o óbito foi declarado ainda no período da manhã, no interior da unidade prisional.
Informações médicas anexadas à ocorrência indicam que Valter era portador de diabetes, condição que será considerada na análise pericial para definição da causa exata da morte. O laudo necroscópico deverá apontar se a doença crônica teve influência direta no desfecho ou se houve outro fator clínico determinante.
Durante os trabalhos periciais, não foram observados sinais externos de violência no corpo do preso nem indícios de confronto ou intervenção física que pudessem sugerir crime. Apesar disso, a Polícia Civil manterá o inquérito aberto até a conclusão de todos os exames laboratoriais e anatomopatológicos. O procedimento segue registrado como morte a esclarecer, conforme determina a legislação para óbitos ocorridos em estabelecimentos prisionais.
Consta ainda no boletim que a administração do presídio não localizou registros de familiares ou contatos de referência do detento em seus sistemas. A ausência de dados de parentes exigirá pesquisa adicional para identificação de eventuais responsáveis legais ou próximos, a fim de que sejam informados formalmente sobre o falecimento e possam tratar dos trâmites funerários.

Imagem: Divulgação
Após os levantamentos iniciais, o corpo foi removido para o Instituto de Medicina Legal de Três Lagoas. O exame necroscópico deverá avaliar possíveis alterações cardíacas, respiratórias ou metabólicas compatíveis com a evolução rápida observada durante o atendimento emergencial. Resultados complementares de toxicologia e histopatologia também podem ser solicitados, dependendo da avaliação dos peritos.
O sistema penitenciário estadual acompanhará o avanço das investigações e aguarda os laudos periciais para adotar eventuais medidas administrativas. Até o momento, não há indícios de falha no atendimento interno, mas eventuais recomendações poderão ser emitidas após a conclusão oficial do inquérito.
A Polícia Civil destacou que a abertura de procedimento para óbitos considerados naturais ou sem suspeita criminal é rotina em presídios, visando garantir transparência e segurança jurídica. A investigação seguirá coletando depoimentos de servidores, profissionais de saúde e detentos que presenciaram o episódio, além de analisar prontuários médicos e registros de monitoramento interno.
Quando concluídos, os laudos serão anexados ao inquérito e remetidos ao Ministério Público para apreciação final. Até lá, a causa da morte permanece classificada como indeterminada.








