O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) alocou aproximadamente R$ 500 milhões em 2025 para construção, restauração e manutenção de rodovias federais que cortam Mato Grosso do Sul. Os recursos concentram-se em trechos estratégicos das BR-267, BR-262 e BR-419, além da Ponte Hélio Serejo, com foco em melhorar a mobilidade, aumentar a segurança viária e integrar o estado ao Corredor Bioceânico.
BR-267: acesso à ponte internacional e restauração
O principal contrato em execução na BR-267 é a construção do acesso à ponte internacional da Rota Bioceânica, em Porto Murtinho, que conectará o Brasil ao Paraguai. O empreendimento, orçado em R$ 496 milhões, compreende 13,1 km de nova pista. Até o momento foram concluídos 40,17 % das atividades de terraplenagem, já houve a finalização das obras de arte correntes e das passagens de fauna, e 8,14 km de terraplenagem receberam acabamento definitivo. Atualmente, as equipes concentram os trabalhos na concretagem de vigas no pátio da construtora responsável.
No mesmo corredor, o DNIT entregou 63 km totalmente restaurados de um total de 101,1 km que ligam Porto Murtinho a Alto Caracol. Com investimento de R$ 254 milhões, o segmento recebeu reconstrução completa do pavimento, acostamentos em ambos os sentidos e 11,06 km de terceiras faixas, destinadas a aumentar a fluidez do tráfego de veículos pesados.
Ponte Hélio Serejo tem manutenção preventiva
Sobre o Rio Paraná, a Ponte Hélio Serejo passou por manutenção preventiva para assegurar a integridade estrutural. As intervenções incluíram substituição de aparelhos de apoio, limpeza geral da superestrutura e recuperação de pontos localizados que apresentavam desgaste.
BR-262: maior projeto de mitigação de atropelamento de fauna do país
Na BR-262, o órgão federal iniciou a instalação de 170 km de cercas condutoras de fauna, sete passagens superiores, dez passagens subterrâneas, sinalização vertical específica e redutores de velocidade. Orçada em mais de R$ 30 milhões, a iniciativa é apontada como o maior projeto nacional voltado à redução de colisões entre veículos e animais silvestres, prática comum em trechos que cortam áreas de preservação.
BR-419 avança com obras em quatro lotes
As intervenções na BR-419, rota que também fará ligação com o Corredor Bioceânico, alcançaram 53,2 km concluídos em Tratamento Superficial Duplo (TSD) no lote 4. Essa extensão receberá Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) como camada final em 2026. O segmento já conta com duas pontes finalizadas e com o contorno de Aquidauana/Anastácio liberado ao tráfego. O investimento aplicado nesse lote supera R$ 158 milhões, e a entrega total está prevista para julho de 2026.
Os lotes 2 e 3 da mesma rodovia receberam Ordem de Início em julho de 2025 e estão em fase inicial de obras, enquanto o lote 1 encontra-se concluído. Somados, esses contratos permitirão a pavimentação integral da BR-419, passo considerado estratégico para encurtar distâncias internas no estado e favorecer a ligação com portos chilenos e argentinos pelo corredor internacional.
Integração ao Corredor Bioceânico e ganhos logísticos
A conclusão dos empreendimentos listados é vista pelo DNIT como peça fundamental para a efetivação do Corredor Bioceânico. O corredor permitirá ligação rodoviária direta entre o centro-oeste brasileiro, portos do norte do Chile e a região central da Argentina, diminuindo tempos de viagem e custos operacionais de exportadores de grãos, carne e produtos industrializados. Além disso, a infraestrutura aprimorada é apontada como fator de estímulo ao desenvolvimento socioeconômico regional, ao facilitar o escoamento da produção agroindustrial e atrair novos investimentos.
Com as obras em andamento, o DNIT afirma que mantém cronogramas de serviços de acordo com as especificações contratuais, executa fiscalização contínua e adota medidas de mitigação ambiental, como as passagens de fauna e a recomposição vegetal nas áreas de intervenção. Até a conclusão dos contratos, o órgão prevê que os R$ 500 milhões direcionados em 2025 contribuam para elevar a qualidade da malha federal sul-mato-grossense e fortalecer a integração logística do país com mercados internacionais.









