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Mato Grosso do Sul entra no grupo dos cinco maiores exportadores nacionais de soja e milho

Mato Grosso do Sul consolidou-se entre os cinco maiores estados exportadores de grãos do Brasil em 2025. Dados do Boletim de Exportação da Aprosoja/MS indicam que a venda externa de soja e milho colocou o estado na quinta posição do ranking nacional, atrás de Mato Grosso, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul. O desempenho reflete a relevância do agronegócio sul-mato-grossense e reforça sua participação na balança comercial do país.

O levantamento aponta que, no acumulado do ano, os produtores locais embarcaram 5,7 milhões de toneladas de soja, volume que gerou receita estimada em US$ 2,3 bilhões. Somado a isso, foram exportadas 1,8 milhão de toneladas de milho, responsáveis por aproximadamente US$ 369 milhões. Juntas, as duas culturas resultaram em mais de US$ 2,6 bilhões obtidos com vendas externas, marca que sustenta o papel estratégico do estado na oferta global de alimentos.

Do ponto de vista do volume, a soja representa a maior fatia das exportações sul-mato-grossenses. O grão, cultivado em diversas regiões do estado, respondeu por 5,3% de todo o produto equivalente comercializado pelo Brasil no mercado internacional em 2025. Já o milho alcançou participação de 4,6% do total nacional, demonstrando a força da cadeia produtiva local também nesse segmento. O desempenho é influenciado por fatores como tecnologia aplicada no campo, competitividade logística e políticas de incentivo ao escoamento.

A China manteve-se como o principal destino da soja oriunda de Mato Grosso do Sul, absorvendo 85,5% dos embarques. Em seguida aparecem Paquistão, com 7,5%, e Tailândia, com 7%. Esse perfil de concentração na Ásia evidencia a sólida demanda chinesa por proteína vegetal utilizada na fabricação de ração e óleo, bem como o interesse de outros mercados asiáticos que buscam diversificar fornecedores. A presença constante do produto sul-mato-grossense nesses países consolida relações comerciais e garante previsibilidade ao setor.

O milho, por sua vez, apresentou distribuição mais pulverizada entre os importadores. O Irã liderou a lista, respondendo por 41% das compras, enquanto o Japão ficou com 18% e o Egito com 15%. Arábia Saudita (11%), Vietnã (8%) e Iraque (3%) também figuraram entre os principais compradores, e os demais destinos somaram 5%. Essa dispersão geográfica amplia a resiliência do mercado, pois reduz a dependência de um único parceiro e mitiga o impacto de eventuais flutuações de demanda ou alterações tarifárias.

Segundo análise econômica da entidade que compilou os dados, o crescimento na variedade de mercados compradores fortalece a cadeia produtiva de grãos em Mato Grosso do Sul. A abertura de novos canais comerciais é considerada essencial para reduzir riscos, aumentar a competitividade e consolidar a imagem do produto brasileiro em diferentes regiões do mundo. Os resultados obtidos em 2025, portanto, refletem uma estratégia de diversificação que tende a sustentar o desempenho do estado nos próximos ciclos de cultivo.

Além do aspecto financeiro, as exportações robustas exercem impacto direto sobre a economia local. A geração de divisas estimula investimentos em infraestrutura, tecnologia agrícola e capacitação de produtores, criando um ciclo de desenvolvimento que se reflete em maior produtividade e expansão de área plantada. Esse cenário favorece não apenas agricultores, mas também setores de transporte, armazenagem e serviços ligados ao agronegócio.

Com mais de US$ 2,6 bilhões em receitas e posição garantida entre os cinco maiores exportadores brasileiros de soja e milho, Mato Grosso do Sul reforça a importância das políticas voltadas à logística de escoamento, ao acesso a mercados externos e ao suporte técnico aos produtores. A tendência, segundo especialistas, é que o estado busque ampliar sua participação, mantendo o ritmo de investimentos e a diversificação de destinos para assegurar competitividade em um mercado cada vez mais exigente.

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