A Polícia Militar atendeu dois casos de violência doméstica em Paranaíba, no sábado (15), feriado da Proclamação da República. As ocorrências, registradas no bairro Industrial de Lourdes, envolveram ameaças, agressões físicas e a prisão de um dos suspeitos, que já possuía mandado de prisão em aberto.
Primeira ocorrência pela manhã
O primeiro chamado chegou por volta das 9h, na Avenida Rio de Janeiro. No endereço, os policiais encontraram uma jovem de 18 anos e um homem de nacionalidade venezuelana, apontado como autor das ameaças. Segundo relato da vítima, o casal manteve relacionamento por aproximadamente três meses. Após um episódio anterior de agressão, a jovem decidiu encerrar o vínculo afetivo, mas continuou dividindo a mesma residência porque ambos não tinham outro local para morar.
Durante o feriado, o suspeito teria exigido que a ex-companheira deixasse o imóvel. Diante da recusa, ele, de acordo com a denunciante, passou a ameaçá-la, afirmando que a agrediria e a mataria caso permanecesse no local. Sentindo-se em risco, a jovem acionou a Polícia Militar.
No momento da abordagem, o homem negou qualquer ameaça. Ainda assim, os policiais encaminharam ambos à Delegacia de Polícia Civil para registro do boletim de ocorrência. Na unidade, foram formalizados os relatos, e a vítima foi orientada quanto às medidas legais disponíveis, incluindo eventual pedido de medida protetiva. O suspeito permaneceu à disposição da autoridade policial para avaliação de possíveis medidas cabíveis.
Segunda ocorrência à noite
A segunda situação ocorreu às 21h, também no bairro Industrial de Lourdes. Uma testemunha, amiga da vítima, ligou para o serviço de emergência relatando agressões reiteradas contra uma mulher de 36 anos. De acordo com o chamado, as agressões eram frequentes e se repetiam naquela noite.
No local, os militares encontraram a vítima acompanhada dos três filhos menores de idade. Ela afirmou que, durante uma chamada de vídeo entre o marido e a irmã dele, o autor passou a agredi-la com socos e chutes. Os golpes atingiram o olho, a testa, os braços e o rosto, provocando hematomas visíveis.
Conforme o relato da mulher, as agressões são constantes, e o companheiro chegou a ameaçar em voz alta que “mataria essa desgraça”, expressão que aumentou o temor pela própria vida e pela segurança dos filhos. A equipe policial localizou o suspeito deitado em um quarto da casa. Ele não ofereceu resistência e foi preso em flagrante.
A vítima e as crianças foram conduzidas à delegacia para formalização do boletim e realização de exame de corpo de delito. Durante conferência no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), os policiais verificaram que havia um mandado de prisão pendente contra o autor, circunstância que justificou sua manutenção sob custódia.
Providências policiais
Nos dois episódios, a Polícia Militar destacou a importância da denúncia para interromper situações de risco. As vítimas receberam orientações sobre procedimentos legais, tais como solicitação de medida protetiva prevista na Lei Maria da Penha. Nos casos de violência doméstica, a legislação assegura à vítima o direito de buscar proteção, afastamento do agressor e acompanhamento de órgãos de assistência social.
Ambos os registros foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Paranaíba, responsável por investigar as circunstâncias e adotar as medidas processuais. No segundo caso, além do flagrante, o cumprimento do mandado de prisão em aberto reforçou a prisão do suspeito.
A Polícia Militar reforça que casos de violência doméstica podem ser denunciados pelo telefone 190 ou pelo número 180, da Central de Atendimento à Mulher, serviço nacional que recebe denúncias e orienta vítimas sobre os procedimentos de segurança e proteção.









