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Flávio Bolsonaro lidera segundo turno com 51,2% contra 48,8% de Lula, aponta Ipespe/Abrapel

Gráfico mostra a evolução das intenções de voto no segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula segundo Ipespe.

Uma nova sondagem do Ipespe/Abrapel, divulgada neste sábado (17), indica que Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 51,2% dos votos válidos no segundo turno, enquanto Luiz Inácio Lula (PT) ficou com 48,8%. O resultado reduz a diferença anterior de 5,4 pontos para 2,4 pontos percentuais, sinalizando um cenário mais apertado para a eleição que ocorre no domingo (25).

Na rodada anterior, publicada em 10 de outubro, a margem era de 52,7% a 47,3% a favor de Flávio. Ambas as pesquisas apresentam margem de erro de 2,6 pontos, tanto para mais quanto para menos, o que mantém os candidatos em empate técnico e impede conclusões definitivas sobre quem está realmente à frente.

Nos votos totais – que incluem brancos, nulos e indecisos – Flávio recuou de 49% para 48%, enquanto Lula subiu de 44% para 46%. Como essas variações permanecem dentro da margem de erro, a pesquisa não permite afirmar que um candidato perdeu apoio e o outro ganhou, apenas que a distância entre eles diminuiu.

Os demais 6% dos entrevistados se dividiram entre voto em branco, nulo e indecisos, mas o resumo divulgado pelo instituto não detalha a proporção de cada categoria nesta rodada.

Metodologia da pesquisa

Foram entrevistados 1.500 eleitores entre terça‑feira (13) e quinta‑feira (15) de outubro. A margem de erro de 2,6 pontos percentuais foi calculada com nível de confiança de 95,45%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR‑00223/2026. O material não indica quem contratou a pesquisa.

Outros institutos têm apresentado resultados semelhantes desde a quarta‑feira (14). Datafolha e Indexa/Broadcast apontaram 51% a 49% nos votos válidos, enquanto a Quaest registrou 46% a 44% nos votos totais. Apesar de diferenças metodológicas, amostrais e de margem de erro, nenhum desses levantamentos demonstra vantagem fora da faixa de incerteza.

A taxa de rejeição também ficou equilibrada: 47% dos entrevistados afirmaram que não votariam de jeito nenhum em Flávio, um ponto acima da rodada anterior, enquanto Lula manteve o mesmo índice, dois pontos abaixo da pesquisa anterior.

Perfil dos eleitores

Na pergunta espontânea – sem lista de nomes – Flávio recebeu 47% e Lula 44%, números próximos aos dos votos totais, indicando que a maioria dos eleitores já tem um candidato em mente antes de receber opções.

Flávio tem melhor desempenho entre homens (53% dos votos totais) e eleitores de 35 a 59 anos (51%). Lidera também entre quem tem ensino médio (53%) ou superior (52%) e entre quem ganha mais de dois salários mínimos (54%). Entre evangélicos, registra 62% contra 30% de Lula.

Lula, por sua vez, lidera entre mulheres (51%), eleitores com mais de 60 anos (50%) e quem tem apenas ensino fundamental (51%). Na faixa de renda até dois salários mínimos, chega a 54%. Entre católicos, obtém 49% contra 46% de Flávio, e entre quem segue outra religião ou não tem religião, o placar é de 56% a 37%.

Os candidatos que ficaram fora do segundo turno – Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) – declararam apoio a Flávio no dia 8. Contudo, a transferência de votos não foi total: 59% dos eleitores de Caiado escolheram Flávio e 18% Lula; entre os de Cury, 50% optaram por Flávio e 31% por Lula. Já os eleitores de Renan Santos (Missão) ficaram mais divididos, com 40% para Flávio, 20% para Lula e 32% indecisos ou em branco.

O levantamento é de âmbito nacional e não traz resultados por estado ou região. Com a amostra de 1.500 entrevistas distribuídas por todo o país, não é possível extrair dados específicos para Mato Grosso do Sul ou outras localidades.

Com a eleição presidencial marcada para o próximo domingo (25), a pesquisa ressalta que os números refletem o momento da coleta e não constituem previsão de resultado. O estreitamento entre os candidatos sugere que a disputa permanecerá acirrada até o último dia de campanha.

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