A Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (GARRAS) cumpriu, na tarde de segunda-feira, 23, um mandado de prisão contra uma mulher de 50 anos condenada por tráfico de drogas em Campo Grande. A operação encerrou o período de fuga da sentenciada, que havia sido condenada a sete anos de reclusão em regime fechado pela 6ª Vara Criminal da Comarca local.
De acordo com a Polícia Civil, a localização da procurada foi obtida a partir de levantamento prévio de informações e monitoramento discreto de um imóvel situado na Rua Larain, no Bairro Colibri II. Após confirmar a presença da condenada no endereço, equipes da GARRAS mantiveram observação velada até que a suspeita deixasse a residência. No momento em que saiu, ela foi abordada pelos policiais civis e informada sobre a ordem judicial que determinava sua prisão.
O mandado foi expedido depois que a sentença transitou em julgado, ou seja, após o esgotamento das possibilidades de recurso. Com o documento em mãos, a unidade especializada deslocou agentes para cumprir a determinação. Segundo a corporação, a abordagem ocorreu sem qualquer tipo de resistência, o que dispensou o uso de força ou equipamentos específicos para contenção.
Depois de receber voz de prisão, a mulher foi conduzida para a sede policial a fim de formalizar o cumprimento da ordem e realizar os procedimentos administrativos previstos em lei. Entre esses atos constam a checagem de identidade, a comunicação ao Poder Judiciário sobre o resultado da diligência e a inclusão do registro no banco de dados estadual.
Na sequência, a detida passou por exame de corpo de delito, procedimento obrigatório que verifica eventuais lesões antes do ingresso no sistema prisional. Concluída essa etapa, a presa foi transferida para a unidade de custódia provisória da capital, onde aguardará a audiência de custódia. Nessa audiência, o juiz analisará se a prisão continuará em regime fechado ou se haverá alteração de medida, conforme prevê a legislação nacional.
A captura foi coordenada por agentes da GARRAS, unidade vinculada à Polícia Civil do Mato Grosso do Sul que atua no combate a crimes de maior potencial ofensivo, como roubos a instituições financeiras, assaltos e sequestros. Embora a especialidade do grupo seja o enfrentamento de delitos violentos, a delegacia também dá apoio a outras áreas da investigação quando há mandados de prisão em aberto, como ocorreu neste caso.
O trabalho de inteligência utilizado para localizar a condenada envolveu consultas a bancos de dados, diligências de campo e observação do cotidiano no endereço monitorado. De acordo com os investigadores, esse tipo de ação visa minimizar riscos tanto para a equipe quanto para os moradores da região, evitando confrontos e preservando a segurança de terceiros.
Com a prisão da foragida, a Polícia Civil ressalta que mantém o objetivo de dar efetividade às decisões judiciais e reduzir a impunidade. Conforme o Código de Processo Penal, réus condenados em regime fechado devem iniciar o cumprimento da pena imediatamente após a sentença transitar em julgado, salvo em situações excepcionais previstas em lei.
Não foram divulgados detalhes sobre o processo original de tráfico de drogas que culminou na condenação de sete anos. A corporação também preservou informações pessoais adicionais da presa, seguindo diretrizes de proteção de dados e para não comprometer investigações relacionadas.
Até a realização da audiência de custódia, a mulher permanecerá à disposição do Poder Judiciário. Caso o magistrado responsável mantenha a determinação de regime fechado, ela será encaminhada para uma unidade prisional estadual destinada ao cumprimento de penas pelo crime de tráfico. A Polícia Civil prossegue com o acompanhamento do caso para garantir que todas as etapas determinadas pela Justiça sejam executadas conforme a legislação vigente.









