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Força Tática apreende 14,2 quilos de maconha e detém mulher suspeita de tráfico em Três Lagoas

Uma ação da Força Tática da Polícia Militar resultou na apreensão de aproximadamente 14,236 quilos de maconha e na prisão de uma mulher suspeita de tráfico de drogas no município de Três Lagoas, região leste de Mato Grosso do Sul. A intervenção ocorreu após a corporação receber diversas denúncias anônimas que indicavam a existência de um ponto de comercialização de entorpecentes em uma residência localizada no bairro Jardim Carioca.

De acordo com informações oficiais, os relatos encaminhados à polícia descreviam a movimentação frequente de usuários e apontavam que a distribuição das substâncias seria realizada por meio de uma motocicleta branca. Com base nessas indicações, equipes da Força Tática reforçaram o patrulhamento ostensivo na área com o objetivo de flagrar a atividade ilícita e coletar evidências que sustentassem a adoção de medidas legais.

Durante as diligências, os policiais tentaram localizar a principal investigada, mas, em um primeiro momento, não obtiveram êxito. Em seguida, abordaram uma mulher que chegava ao imóvel suspeito e posteriormente foi identificada como parente da investigada. A abordada autorizou a entrada da guarnição na casa para a realização de buscas detalhadas em todos os cômodos, procedimento respaldado pelo consentimento voluntário dela.

No interior da residência, os agentes concentraram a inspeção em um dos dormitórios. Sobre uma mala de viagem foi localizada uma balança de precisão, instrumento comumente utilizado para fracionar e pesar drogas antes da distribuição. Ao abrir a bagagem, a equipe encontrou 15 tabletes de substância análoga à maconha. A pesagem totalizou cerca de 14,2 quilos, parte já subdividida, o que reforçou a suspeita de que o material estava preparado para venda.

Enquanto a revista transcorreu, a verdadeira ocupante da casa entrou em contato telefônico com a familiar que estava sendo abordada, informando que retornaria em breve ao endereço. Os policiais decidiram aguardar a chegada da suspeita para esclarecer a situação. Assim que ela apareceu, foi imediatamente identificada e submetida à abordagem padrão. Questionada sobre os fatos, assumiu a propriedade de toda a substância encontrada e isentou a parente de qualquer participação na atividade criminosa.

Diante da confissão e das evidências fisicamente apreendidas — droga, balança de precisão, aparelho celular e motocicleta supostamente utilizada para a entrega dos entorpecentes —, a guarnição deu voz de prisão à mulher. Todos os itens foram recolhidos e encaminhados, juntamente com a detida, à Delegacia de Polícia Civil de Três Lagoas para os procedimentos legais, que incluem a autuação por tráfico de drogas, conforme previsto na legislação vigente.

Consta no boletim de ocorrência que, durante o registro do caso, a conduzida informou estar gestante de aproximadamente quatro semanas. A declaração foi acrescentada aos autos e será avaliada pelas autoridades responsáveis, que poderão tomar providências adicionais voltadas à preservação de sua integridade física durante a detenção, sem interferir no curso da investigação criminal.

O inquérito em andamento deverá apurar, entre outros pontos, a origem da maconha, possíveis conexões com outros envolvidos e o alcance da rede de distribuição que operava a partir do endereço vistoriado. A Polícia Militar reforçou que as denúncias anônimas foram decisivas para desencadear a operação e ressaltou a importância da colaboração da comunidade no combate ao tráfico de entorpecentes na região.

Até o momento, não há informações sobre a existência de outros suspeitos formalmente identificados. A motocicleta branca, citada nas denúncias como meio de transporte das drogas, permanecerá apreendida para perícia e eventual comprovação de uso em entregas ilícitas. O aparelho celular recolhido será submetido a análise, podendo oferecer elementos adicionais sobre rotas, clientes ou fornecedores. A investigação prossegue sob responsabilidade da Polícia Civil, que deverá concluir o procedimento e enviar o relatório ao Ministério Público para adoção das medidas cabíveis.

Segundo a legislação brasileira, o crime de tráfico de drogas é punido com pena que varia de cinco a quinze anos de reclusão, além de multa. Caso haja agravantes, como a participação de organização criminosa ou o envolvimento de menores, a sanção pode ser aumentada. A situação de gravidez da presa não impede a responsabilização penal, mas pode motivar medidas cautelares específicas, a critério do Poder Judiciário.

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