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Fumacê será aplicado em cinco bairros de Campo Grande nesta terça-feira

As equipes da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande, programaram para esta terça-feira, 7 de maio, uma operação de fumacê em cinco bairros da capital sul-mato-grossense. A ação tem como objetivo reduzir a população do Aedes aegypti, mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya.

De acordo com o cronograma divulgado pelo órgão municipal, os veículos equipados com equipamento de nebulização a ultra baixo volume circularão pelos bairros Caiçara, Leblon, Alves Pereira, Pioneiros e Centenário entre 16h e 22h. O inseticida será dispersado em forma de névoa fina, estratégia indicada para atingir mosquitos adultos que já estão voando no ambiente urbano.

O método utilizado, popularmente conhecido como fumacê, pulveriza pequenas partículas do produto químico que permanecem suspensas no ar por alguns minutos. Esse formato aumenta a probabilidade de contato com fêmeas adultas do Aedes aegypti, responsáveis pela transmissão dos vírus aos seres humanos. A ação se concentra em pontos onde há maior registro de casos suspeitos ou confirmados das doenças, segundo o monitoramento epidemiológico do município.

Para ampliar a eficácia do procedimento, a Secretaria de Saúde orienta que os moradores deixem portas e janelas abertas durante a passagem dos veículos. Com a circulação de ar dentro das residências, a névoa atinge locais escuros e úmidos onde os mosquitos tendem a se esconder, como porões, lavanderias, garagens e áreas de serviço.

As condições climáticas interferem diretamente no resultado da borrifação. Caso ocorram chuvas, ventos intensos ou formação de neblina no período agendado, a operação poderá ser adiada ou cancelada. Situações desse tipo prejudicam a dispersão homogênea do produto e diminuem o tempo de contato das partículas com os insetos-alvo, comprometendo a cobertura pretendida.

O inseticida utilizado atua especificamente sobre mosquitos adultos, mas também pode atingir outras espécies voadoras presentes na rota do veículo. Por esse motivo, a aplicação segue critérios técnicos definidos pelas autoridades sanitárias, respeitando a dosagem recomendada pelo Ministério da Saúde. A adoção desses parâmetros busca equilibrar a necessidade de controle do vetor com a preservação de organismos que não representam risco à população.

Apesar de contribuir para a redução imediata do número de mosquitos infectados, o fumacê não elimina ovos, larvas nem pupas que permanecem em criadouros dispersos pela cidade. Dessa forma, a Secretaria de Saúde reforça a importância de ações contínuas dentro dos domicílios, como esvaziar recipientes que acumulam água, higienizar calhas, vedar caixas-d’água e manter lixeiras tampadas.

O município ressalta que o sucesso na contenção do Aedes aegypti depende da combinação de medidas estruturais, vigilância dos agentes de campo e participação ativa dos residentes. O acompanhamento de notificações é realizado em tempo real pelas equipes de vigilância epidemiológica, que utilizam esses dados para definir as áreas prioritárias de intervenção.

Para minimizar eventuais incômodos, o órgão responsável recomenda que pessoas com problemas respiratórios, idosos e crianças permaneçam em ambientes ventilados após a passagem do veículo, evitando exposição direta por período prolongado. Animais domésticos devem ser recolhidos em local coberto até a dissipação da névoa.

A operação de terça-feira integra um calendário mais amplo de ações de controle vetorial que ocorre durante todo o ano em Campo Grande. Além do fumacê, o poder público realiza visitas domiciliares, mutirões de limpeza, monitoramento de armadilhas e orientações educativas em escolas e unidades de saúde.

Moradores dos bairros contemplados podem obter informações adicionais pelos canais oficiais da Prefeitura ou pela unidade básica de saúde mais próxima. Em caso de sintomas como febre, dor de cabeça, dores musculares ou manchas vermelhas na pele, a recomendação é procurar atendimento médico para avaliação e notificação imediata.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, manter a colaboração entre sociedade e poder público é essencial para interromper o ciclo de transmissão das arboviroses. Enquanto a eliminação de criadouros reduz a proliferação de novas gerações do mosquito, o fumacê atua como estratégia complementar de bloqueio rápido em áreas com circulação viral ativa.

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