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Fumacê percorre quatro bairros de Campo Grande nesta quinta-feira para combater dengue, zika e chikungunya

Equipes da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande intensificam nesta quinta-feira (15) a borrifação ultrabaixo volume (UBV) contra o Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão de dengue, zika e chikungunya. O serviço de fumacê será executado das 16h às 22h nos bairros Tiradentes, São Lourenço, Nova Lima e Novos Estados.

A operação é coordenada pela Gerência de Controle de Endemias Vetoriais (GCEV). Técnicos da pasta circularão pelas principais vias e áreas residenciais desses quatro bairros, priorizando trechos onde foram identificados focos do vetor em levantamentos recentes. A medida visa reduzir a população adulta de mosquitos e, consequentemente, diminuir o risco de circulação das três arboviroses na capital sul-mato-grossense.

Para maximizar a eficácia do inseticida, a Sesau orienta que os moradores mantenham portas e janelas abertas durante a passagem dos veículos, permitindo que a névoa fina alcance o interior dos imóveis e locais onde o vetor costuma se abrigar. Segundo a pasta, a adesão da população é fator decisivo para o sucesso da estratégia, uma vez que o produto age por contato direto com o mosquito.

O cronograma poderá ser alterado se houver chuva, ventos fortes ou neblina. Essas condições climáticas dificultam a dispersão correta do produto e podem comprometer tanto a segurança dos agentes quanto o resultado da aplicação. Caso ocorra instabilidade meteorológica, a atividade será adiada para data a ser definida.

A tecnologia UBV empregada concentra o inseticida em partículas muito pequenas, possibilitando maior cobertura com menor volume de líquido. O método é direcionado principalmente às fêmeas adultas do Aedes aegypti, que necessitam de sangue para maturação dos ovos e, nesse processo, transmitem os vírus da dengue, da zika e da chikungunya. Ao atingir essa fase do ciclo do inseto, a borrifação interrompe a cadeia de transmissão das doenças.

Embora o produto seja seletivo para mosquitos, outras espécies de insetos podem ser atingidas. Por esse motivo, a aplicação obedece a critérios técnicos definidos pela Vigilância em Saúde, com limites de concentração e periodicidade estabelecidos pelos órgãos reguladores. Dessa forma, busca-se o equilíbrio entre eficiência no controle vetorial e redução de impactos sobre o meio ambiente.

O reforço da ação ocorre em um período de atenção redobrada para as arboviroses, historicamente mais incidentes nos meses quentes e chuvosos. O acúmulo de água em recipientes, calhas ou entulhos facilita a reprodução do Aedes aegypti. Mesmo com o uso do fumacê, a secretaria ressalta que a eliminação de criadouros permanece a principal forma de prevenção, pois o inseticida não atinge ovos nem larvas.

Durante a operação, veículos equipados com máquinas de nebulização circularão lentamente pelas ruas selecionadas. Agentes uniformizados realizarão o acompanhamento a pé quando necessário, garantindo distribuição homogênea da neblina em becos, praças e áreas de difícil acesso. A população não precisa deixar as residências, mas deve afastar crianças, pessoas alérgicas e animais de estimação das proximidades imediatas dos equipamentos durante a aplicação.

A Sesau alerta que nenhum produto fornecido pelos agentes será entregue em domicílio. Caso moradores recebam propostas de venda ou aplicação interna de inseticidas por pessoas não identificadas, a orientação é recusar e informar a secretaria ou a polícia. Todos os profissionais autorizados a operar o fumacê estarão devidamente uniformizados e portarão crachá funcional.

Segundo a pasta, a borrifação em massa complementa outras estratégias de vigilância entomológica, como visitas domiciliares, campanhas educativas e monitoramento de ovitrampas. O conjunto dessas ações busca diminuir o número de casos de dengue, zika e chikungunya e evitar óbitos associados às arboviroses.

Nos próximos dias, técnicos da GCEV devem avaliar os resultados da intervenção desta quinta-feira. Se necessário, a Sesau poderá estender o emprego do fumacê a outros bairros com maior concentração de focos ou incidência de casos notificados. O calendário de novas ações será divulgado nos canais oficiais da prefeitura.

Enquanto isso, a secretaria reforça recomendações básicas à população: retirar água acumulada em vasos, pneus e recipientes expostos; manter caixas-d’água e tonéis tampados; limpar calhas; e permitir o acesso de agentes de saúde para vistoria dos quintais. A cooperação entre poder público e moradores é tida como essencial para manter sob controle a proliferação do Aedes aegypti em Campo Grande.