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Fumacê percorre Santo Amaro e José Abrão nesta segunda-feira em Campo Grande

A Prefeitura de Campo Grande programou para esta segunda-feira, 22, a passagem do veículo de borrifação ultrabaixo volume (UBV), conhecido popularmente como Fumacê, pelas regiões de Santo Amaro e José Abrão. A iniciativa, coordenada pela Gerência de Controle de Endemias Vetoriais (GCEV) da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), tem o objetivo de reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya, em pontos considerados estratégicos dos dois bairros.

De acordo com o cronograma divulgado, a equipe inicia o percurso às 16h e segue até as 22h, intervalo escolhido para coincidir com o período de maior atividade do vetor. Durante as seis horas de operação, os agentes percorrem vias previamente mapeadas a partir de dados epidemiológicos e de vistorias de campo, aplicando o inseticida em partículas finas que permanecem no ar tempo suficiente para atingir os insetos adultos.

No bairro Santo Amaro, a rota inclui o entroncamento da Rua Joaquim Francisco Lopes com a Rua Terlita Garcia. Já no José Abrão, o veículo circulará nas proximidades da Rua Cerejeira, na esquina com a Rua Santa Clara. Esses pontos concentram a maior parte dos trabalhos e servem de referência para que os moradores se preparem para a intervenção.

A Sesau recomenda que a população colabore com a ação mantendo portas e janelas abertas durante a passagem do Fumacê. O procedimento facilita a entrada do produto no interior das residências, permitindo que o inseticida alcance locais onde normalmente os mosquitos se abrigam, como áreas sombreadas, atrás de móveis e em cômodos pouco ventilados. A orientação vale apenas no momento em que o veículo estiver trafegando pela rua; depois, as aberturas podem ser fechadas normalmente.

O sucesso da operação está condicionado às condições climáticas. Caso ocorra chuva, ventos fortes ou formação de neblina, a aplicação poderá ser adiada ou suspensa. Tais fenômenos dispersam as partículas do inseticida, reduzindo a eficácia do método e comprometendo o alcance das gotículas até os focos do vetor. Em situações de cancelamento, a Secretaria informa que um novo aviso será emitido assim que houver possibilidade de reagendamento.

O uso do UBV complementa outras estratégias já adotadas pelo município, como visitas domiciliares para eliminação de criadouros, campanhas educativas e monitoramento de casos suspeitos de arboviroses. A combinação dessas ações busca interromper o ciclo de reprodução do Aedes aegypti e minimizar o risco de transmissão dessas doenças, especialmente em períodos de maior incidência de chuvas e calor, quando a proliferação do mosquito se intensifica.

Segundo a GCEV, a escolha de Santo Amaro e José Abrão para a aplicação nesta data levou em conta registros recentes de focos do vetor e notificações de moradores. Os levantamentos mostram que, apesar dos esforços permanentes, ainda há necessidade de reforço em áreas específicas, seja pela densidade populacional, seja pela presença de ambientes propícios ao acúmulo de água parada.

Ao longo do trajeto, agentes de saúde acompanham o veículo para orientar a comunidade e registrar eventuais situações que exijam ações posteriores, como imóveis fechados, terrenos baldios ou recipientes que possam servir de criadouro. As informações coletadas são encaminhadas às equipes de campo para medidas corretivas, ampliando o alcance do trabalho iniciado com o Fumacê.

A Sesau salienta que a participação dos moradores é fundamental para o controle efetivo das endemias. Além de permitir a entrada do inseticida durante a passagem do fumacê, a população deve seguir cuidados simples, como eliminar recipientes que acumulem água, manter caixas d’água tampadas e descartar corretamente resíduos que possam servir de criadouro. A continuidade dessas práticas, aliada às intervenções programadas pelo poder público, representa a principal barreira contra a disseminação do mosquito e das doenças que ele transmite.

Com o encerramento do roteiro previsto para 22h, as equipes retornam à base operacional, onde os dados da atividade são consolidados. As informações obtidas servirão de referência para a definição de novas rotas e para o aprimoramento das próximas etapas do plano municipal de combate ao Aedes aegypti.