Um homem que retornava do show da banda Guns N’ Roses em Campo Grande sofreu um prejuízo de R$ 8.100 após ter o cartão bancário trocado por um vendedor ambulante. O caso, registrado como estelionato, ocorreu nas proximidades do Condomínio Terras do Golfe e foi formalizado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima resolveu comprar uma garrafa de água mineral enquanto se deslocava para casa. O ambulante utilizava uma máquina de cartão que aceitava pagamento por aproximação. Inicialmente, o consumidor aproximou o cartão de débito do equipamento, mas o vendedor alegou falha na leitura e solicitou que a operação fosse refeita com o cartão inserido e a digitação da senha.
Confiando na explicação apresentada, o homem inseriu o cartão e digitou a senha no terminal eletrônico. Em seguida, o ambulante entregou ao cliente um cartão muito semelhante ao dele e afastou-se rapidamente do local. Minutos depois, o aplicativo do banco notificou o titular sobre duas compras de alto valor que não haviam sido autorizadas.
Ao perceber que as transações eram estranhas, o consumidor conferiu cuidadosamente o plástico que tinha nas mãos. Nesse momento, constatou que o objeto não lhe pertencia, apesar de ter cor, formato e logotipo parecidos com o cartão original. A troca confirmou a suspeita de golpe.
Os lançamentos indevidos somaram R$ 3.600 na primeira compra e R$ 4.500 na segunda, totalizando R$ 8.100. Sem conseguir contato com o ambulante, o homem bloqueou o cartão na central de atendimento bancário e dirigiu-se à Depac Centro para registrar o crime.
O boletim indica que a fraude ocorreu pouco depois da dispersão do público do show, quando dezenas de vendedores improvisaram pontos de venda de bebidas nas imediações do condomínio. O cenário de grande fluxo de pessoas, aliado ao cansaço pós-evento, teria facilitado a abordagem e a execução do golpe.
Segundo a ocorrência, o suspeito não foi localizado até o momento. Agentes da Depac Centro devem utilizar imagens de câmeras de segurança, caso existam nos arredores, e depoimentos de possíveis testemunhas para tentar identificar o responsável pelas compras indevidas. A Polícia Civil também orientou a vítima a fornecer todos os comprovantes eletrônicos e registros de mensagens emitidas pelo banco.
O golpe da troca de cartão é caracterizado pela substituição do cartão verdadeiro por outro muito semelhante, geralmente pertencente a um terceiro ou até mesmo cancelado. A manobra costuma ocorrer após o golpista obter a senha da vítima, momento em que ele passa a ter controle total sobre a conta para efetuar transações de valor elevado em curto espaço de tempo.
Apesar de o episódio ter ocorrido em via pública, o prejuízo é amparado pelo Sistema Financeiro Nacional. O correntista pode solicitar ao banco a abertura de procedimento de contestação das compras, apresentando o boletim de ocorrência e demais provas do uso fraudulento. O ressarcimento depende da análise da instituição financeira, mas o registro policial é considerado essencial para iniciar o processo.
Com a formalização do caso, a investigação seguirá na esfera policial para identificar o autor do estelionato e recuperar os valores. Enquanto isso, a vítima aguarda retorno do banco sobre a contestação das compras. Até que a apuração seja concluída, o prejuízo de R$ 8.100 permanece contabilizado na conta do consumidor lesado.








