O Governo de Mato Grosso do Sul anunciou a ampliação do sistema de esgotamento sanitário em três distritos do interior do Estado. O pacote de obras, orçado em aproximadamente R$ 31,7 milhões, contempla Prudêncio Thomaz, em Rio Brilhante; Quebra Coco, em Sidrolândia; e Vista Alegre, em Maracaju. A iniciativa pretende elevar a cobertura de coleta e tratamento de esgoto, reforçando as condições de saúde pública, qualidade de vida e preservação ambiental nessas comunidades.
As licitações para contratação das empresas responsáveis pelos serviços ocorrerão em 27 de abril, em horários escalonados: 8h30, 9h e 9h30. Todo o processo será conduzido por plataforma eletrônica, modalidade escolhida para assegurar maior transparência e competitividade. Após a assinatura dos contratos, as obras serão gerenciadas pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog).
Distribuição dos recursos
O distrito de Prudêncio Thomaz receberá o maior volume financeiro, com previsão de investimento de R$ 12,8 milhões. Em Quebra Coco, o aporte será de R$ 8,4 milhões, enquanto Vista Alegre contará com cerca de R$ 10,4 milhões. Os recursos serão aplicados na implantação e na expansão da rede coletora, em novas ligações domiciliares e em estruturas de apoio necessárias para garantir o pleno funcionamento do sistema.
De acordo com o planejamento técnico, cada localidade terá parte da rede existente ampliada e interligada a estações de tratamento ou unidades equivalentes, possibilitando a destinação adequada do esgoto gerado pelas residências. A meta é reduzir o lançamento de efluentes sem tratamento no solo e em cursos d’água, diminuindo o risco de contaminação e a incidência de doenças de veiculação hídrica.
Impacto na saúde e no desenvolvimento local
Os distritos beneficiados registram limitações históricas em infraestrutura básica. Ao assegurar que o esgoto deixe de ser descartado a céu aberto ou em fossas rudimentares, o governo estadual espera reduzir focos de contaminação e contribuir para a queda de índices de enfermidades ligadas à falta de saneamento, como diarreia, verminoses e hepatites.
Além dos ganhos sanitários, a ampliação da rede de esgoto tende a valorizar imóveis, estimular a instalação de novos empreendimentos e impulsionar a economia local. Com infraestrutura adequada, as comunidades tornam-se mais atrativas a investimentos privados e programas públicos de habitação, turismo ou serviços.
Coordenação e fiscalização
A Agesul será responsável pela elaboração dos projetos executivos, acompanhamento das etapas de obra e fiscalização dos prazos contratuais. A vinculação do órgão à Seilog possibilita atuação integrada com outras frentes de infraestrutura, como pavimentação, drenagem e obras viárias, otimizando recursos e evitando sobreposição de intervenções.
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, ressaltou que investimentos em saneamento geram efeitos imediatos sobre a saúde e contribuem para a dignidade dos moradores. Segundo ele, embora as tubulações não fiquem visíveis, a coleta e o tratamento adequados do esgoto influenciam diretamente na qualidade do ambiente em que a população vive.
Próximas etapas
Após a conclusão das licitações, as empresas contratadas deverão mobilizar equipes, realizar estudos de campo e iniciar a instalação das redes. O cronograma detalhado será definido em conjunto com a Agesul, levando em consideração características topográficas, densidade demográfica e condições climáticas de cada distrito.
Enquanto as obras estiverem em andamento, o governo estadual pretende promover campanhas de orientação junto aos moradores, explicando a importância das ligações domiciliares e os procedimentos para adesão ao novo sistema. A meta é garantir que todas as residências sejam conectadas à rede, maximizando o retorno do investimento público.
Com a expansão do esgotamento sanitário, Prudêncio Thomaz, Quebra Coco e Vista Alegre avançam para patamares próximos às metas nacionais de universalização do saneamento básico. A expectativa é que as intervenções sirvam de modelo para futuros projetos em outras regiões do Mato Grosso do Sul que ainda carecem de infraestrutura similar.








