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Governo de Mato Grosso do Sul investe R$ 65 milhões na construção de três unidades prisionais na Gameleira

O Governo de Mato Grosso do Sul oficializou a construção de três novas unidades prisionais no Complexo Prisional da Gameleira, em Campo Grande, na saída para Sidrolândia. A medida, tornada pública com a homologação das licitações no Diário Oficial do Estado, acrescentará 1.224 vagas ao regime fechado e integra um plano mais amplo que prevê mais de 2,4 mil novos postos de custódia em todo o território sul-mato-grossense.

Os contratos superam R$ 65 milhões e foram firmados pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog) após concorrência pública. Cada prédio terá capacidade para 408 internos, distribuídos em 30 celas coletivas, e área construída superior a 3 mil m². O projeto arquitetônico prioriza monitoramento, circulação controlada e aproveitamento de serviços essenciais em um mesmo perímetro, fatores que, segundo o governo, facilitam a gestão diária.

A execução foi dividida entre três empresas:

Gameleira I: JAC Engenharia Soluções Inteligentes Ltda. — R$ 22,18 milhões;
Gameleira II: Poligonal Engenharia e Construções Ltda. — R$ 21,23 milhões;
Gameleira III: Engetal Engenharia e Construções Ltda. — R$ 22,19 milhões.

A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) ficará responsável pelo acompanhamento técnico, fiscalização de cronogramas e verificação da qualidade dos materiais empregados. O órgão deverá garantir que as normas de engenharia e segurança sejam atendidas em todas as fases, desde a terraplenagem até a entrega definitiva.

Para o secretário de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, a iniciativa reforça a organização do sistema penitenciário e contribui para a proteção da sociedade. Em nota, a pasta indica que a combinação entre instalações adequadas e gestão eficiente reduz riscos operacionais e melhora a custódia.

A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) também aponta benefícios. Conforme o diretor-presidente Rodrigo Rossi Maiorchini, a ampliação de vagas facilita o cumprimento de políticas de ressocialização, ao permitir oferta mais ampla de atividades educacionais, profissionalizantes e de saúde dentro das novas dependências.

Os futuros prédios seguirão o modelo de baixa complexidade, destinado a pessoas condenadas que não exigem requisitos de segurança máxima. A configuração inclui setores administrativos, área de triagem, salas para atendimentos jurídico e médico, cozinha industrial, lavanderia e pátios para banho de sol e visitas. O layout busca otimizar rotinas de vigilância e minimizar deslocamentos internos.

A expansão na Gameleira compõe um programa estadual que contempla outras cidades, a fim de distribuir vagas de modo equilibrado e reduzir transferências interestaduais ou intermunicipais. A administração avalia que essa estratégia ajuda a diminuir custos com escoltas, fortalece a segurança pública e atende exigências judiciais ligadas à superlotação.

Os recursos aplicados provêm do orçamento estadual destinado à segurança pública. A Seilog informa que o cronograma preliminar estabelece etapas distintas para cada contrato, porém o objetivo é concluir as três edificações em sequência, permitindo a absorção gradual de detentos até atingir a capacidade integral de 1.224 pessoas.

Com a homologação concluída, as construtoras podem iniciar mobilização de equipes, instalação de canteiros e aquisição de insumos. A fundação utilizará estruturas de concreto pré-moldado, tecnologia escolhida para acelerar o ritmo de execução, padronizar componentes e assegurar resistência compatível com as exigências penais.

Depois de finalizadas as obras civis, a Agepen dará sequência ao planejamento operacional. O processo incluirá a lotação das equipes de agentes penitenciários, instalação de equipamentos eletrônicos de monitoramento e definição de protocolos de segurança. O governo estadual ressalta que a ampliação de vagas deve atenuar a superlotação de unidades antigas, adequar o quantitativo de presos à capacidade física disponível e promover condições mais dignas de custódia.

Com o Complexo Prisional da Gameleira ampliado, Campo Grande consolida-se como polo penitenciário regional, concentrando estabelecimentos de diferentes regimes. A administração estadual sustenta que a medida atende à demanda crescente por espaços de detenção, reforça a estrutura de segurança pública e integra um conjunto de ações voltadas ao aprimoramento do sistema prisional de Mato Grosso do Sul.

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