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Helena é o nome mais registrado em Mato Grosso do Sul pelo segundo ano seguido

O nome Helena voltou ao topo das certidões de nascimento em Mato Grosso do Sul em 2025. De acordo com dados do Portal da Transparência do Registro Civil, 565 recém-nascidas receberam essa escolha no estado, resultado que repete a liderança observada um ano antes e consolida a preferência das famílias sul-matogrossenses pelo nome.

O levantamento reúne informações enviadas pelos Cartórios de Registro Civil à Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Brasil (Arpen-Brasil), entidade responsável pela administração da plataforma. O sistema permite a pesquisa por período, unidade da federação e município, oferecendo um panorama detalhado sobre as tendências de nomenclatura em todo o país.

Predomínio feminino nas primeiras posições

Entre os dez nomes mais frequentes em Mato Grosso do Sul, sete são femininos. Cecília aparece na segunda colocação geral com 447 registros, seguida por Maitê (361), Aurora (337) e Alice (280). Além deles, Antonella contabilizou 276 ocorrências, enquanto os compostos Maria Cecília (248) e Maria Helena (179) também figuram entre os preferidos pelas famílias.

No recorte exclusivamente masculino, Miguel permanece na liderança com 392 registros. A escolha é acompanhada por Ravi (346), Gael (328), Heitor (318) e Arthur (308). A lista segue com Samuel (266), Davi (250), Theo (236), Bernardo (230) e Noah (229), reforçando a tendência de nomes curtos e de sonoridade internacional, muitos deles de origem bíblica.

Equilíbrio entre tradição e novidades

Os dados apontam para um equilíbrio entre nomes clássicos, que atravessam gerações, e alternativas que ganharam força recentemente. Helena, Cecília, Miguel e Davi representam a permanência de escolhas tradicionais, ao passo que Maitê, Ravi, Gael, Theo e Noah ilustram a ascensão de nomes que se popularizaram na última década. Esse movimento reflete a influência de referências culturais, exposições em mídias digitais e a busca por sonoridades consideradas modernas.

Números detalhados dos mais escolhidos

Veja, a seguir, os quantitativos divulgados pelo Portal da Transparência do Registro Civil para 2025:

Nomes femininos

  • Helena – 565
  • Cecília – 447
  • Maitê – 361
  • Aurora – 337
  • Alice – 280
  • Antonella – 276
  • Maria Cecília – 248
  • Heloísa – 193
  • Laura – 183
  • Maria Helena – 179

Nomes masculinos

  • Miguel – 392
  • Ravi – 346
  • Gael – 328
  • Heitor – 318
  • Arthur – 308
  • Samuel – 266
  • Davi – 250
  • Theo – 236
  • Bernardo – 230
  • Noah – 229

Metodologia e alcance da base de dados

O Portal da Transparência do Registro Civil consolida informações encaminhadas por todos os cartórios de registro do país. Para a apuração anual, são considerados apenas os registros de nascimentos efetivados no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro. Os dados passam por rotina de atualização diária e podem sofrer pequenos ajustes conforme novos atos sejam informados pelas serventias.

Em Mato Grosso do Sul, os números contemplam certidões emitidas nos 79 municípios do estado. A plataforma contabiliza tanto prenomes simples quanto registros compostos, seguindo a grafia contida na certidão apresentada pelos responsáveis legais da criança. A divulgação anual permite comparar oscilações na preferência dos pais e identificar mudanças de comportamento segundo região, faixa etária ou influência cultural.

Preferências regionais e influência sociocultural

O domínio de Helena e Cecília no topo do ranking mostra uma inclinação por nomes de raízes clássicas na região Centro-Oeste. Paralelamente, a presença de Ravi, Gael e Noah sugere influência de tendências internacionais impulsionadas por conteúdo audiovisual e redes sociais. Já escolhas como Maria Cecília e Maria Helena mantêm viva a tradição de nomes compostos associados à religiosidade ou homenagens a familiares.

Nacionalmente, nomes como Miguel e Helena também figuram entre os mais registrados em outros estados, o que indica certa uniformidade na preferência dos brasileiros. Entretanto, variações locais aparecem com maior ou menor adesão a nomes de origem indígena, ingleses ou ligados a personalidades em evidência.

Perspectiva para os próximos anos

A continuidade do monitoramento pela Arpen-Brasil permitirá observar se Helena seguirá na liderança em 2026 ou se novos nomes ganharão destaque. Os cartórios de registro civil devem manter a entrega regular de dados, garantindo transparência e facilitando análises sobre demografia, cultura e identidade no país.