Um homem identificado como Caíque de Oliveira da Silva, natural de Ribas do Rio Pardo, foi atingido por um disparo de arma de fogo na cabeça na tarde desta quinta-feira (22) dentro de um apartamento no Residencial Rubens Cunha, localizado no Conjunto Habitacional Orestinho, em Três Lagoas (MS). O ferimento deixou a vítima em parada cardiorrespiratória, mas após atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ele recuperou os sinais vitais e foi encaminhado em estado crítico ao Hospital Auxiliadora.
De acordo com informações obtidas no local, Caíque estava acompanhado de um amigo no apartamento. Segundo o relato desse amigo, em determinado momento ele saiu para comprar bebidas e, já a poucos metros do edifício, ouviu o estampido de um tiro. Quando retornou, encontrou Caíque caído na cozinha, inconsciente e com um ferimento na região da cabeça. O Samu foi chamado imediatamente.
Os socorristas constataram que a vítima se encontrava em parada cardiorrespiratória. Após a realização de manobras de reanimação, Caíque respondeu aos estímulos, voltou a respirar e foi estabilizado para o transporte. Mesmo com a retomada dos batimentos, o quadro era considerado grave, e a equipe médica o encaminhou com urgência ao Hospital Auxiliadora, unidade de referência na cidade.
Policiais militares da Rádio Patrulha estiveram no endereço para coletar informações preliminares. Amigos e conhecidos revelaram que Caíque havia se separado recentemente e que se deslocara a Três Lagoas para participar de uma audiência no Fórum da comarca. Eles também afirmaram não ter percebido indicativos de sofrimento emocional que pudessem sugerir um comportamento autodestrutivo.
No entanto, moradores da região comentaram que a vítima possivelmente teria gravado e publicado um vídeo em uma rede social pouco antes do disparo, levantando a hipótese de tentativa de autoextermínio. Essa versão não pôde ser confirmada: nenhuma gravação foi entregue às autoridades, e nenhuma arma de fogo foi encontrada no apartamento após a chegada dos policiais. A ausência do suposto armamento e do registro em vídeo impede qualquer conclusão sobre a dinâmica do fato até o momento.
Além do amigo que saiu para comprar as bebidas, estavam no imóvel uma mulher e outra pessoa que, segundo testemunhas, foi uma das primeiras a entrar no apartamento depois de ouvir o barulho. Os três foram conduzidos à 3ª Delegacia de Polícia Civil para prestar depoimento. O conteúdo das declarações não foi divulgado, e todos foram liberados após os esclarecimentos iniciais.
A perícia técnica e a Polícia Civil não foram acionadas durante o atendimento do Samu, e o local onde Caíque foi encontrado não ficou preservado. Essa circunstância pode dificultar eventuais exames que venham a ser solicitados caso surjam novos elementos indicativos de crime ou de outra linha investigativa. Até a última atualização, não havia confirmação sobre reconstituição do cenário nem previsão de vistoria técnica posterior.
Com o instrumento do disparo fora de circulação e nenhum registro audiovisual confirmado, as autoridades dependem dos depoimentos das pessoas que estavam no entorno para avançar na apuração. A Polícia Militar encaminhou um relatório preliminar à Polícia Civil, que deverá decidir sobre a abertura de inquérito, pendente de mais detalhes clínicos fornecidos pelo Hospital Auxiliadora e dos esclarecimentos reunidos nos depoimentos.
O estado de saúde de Caíque de Oliveira da Silva permanecia crítico. A equipe médica responsável não divulgou boletim detalhado, limitando-se a informar que o paciente prosseguia sob cuidados intensivos e necessitava de monitoramento constante. Não houve confirmação sobre a necessidade de cirurgia neurológica.
Até o momento, continua incerta a origem do disparo, bem como o paradeiro da arma utilizada. Os investigadores não descartam nenhuma possibilidade, incluindo tentativa de suicídio, disparo acidental ou participação de terceiros. Novos desdobramentos dependem da coleta de provas adicionais e dos resultados dos interrogatórios formais que ainda poderão ocorrer.
A reportagem seguirá acompanhando o caso para atualizar informações sobre a evolução clínica da vítima e eventuais definições quanto à linha de investigação adotada pelas autoridades em Três Lagoas.









