Um homem que utiliza tornozeleira eletrônica foi detido pela Polícia Militar na tarde de domingo, 11 de fevereiro, após uma série de ocorrências envolvendo perturbação do sossego, ameaças, agressão e tentativa de furto no bairro Centro, em Paranaíba (MS). A sequência de chamados mobilizou os policiais por volta das 17h40 e resultou no encaminhamento do suspeito ao Primeiro Distrito Policial da cidade.
Segundo a corporação, o primeiro acionamento ocorreu entre 17h36 e 17h43. Moradores da Rua Aurícia Queiroz informaram que um homem em visível estado de embriaguez permanecia diante de uma residência, proferindo insultos e tentando arrombar o portão, trancado com cadeado. No interior da casa estava uma idosa cadeirante, o que agravou a preocupação dos familiares diante da insistência do suspeito.
De acordo com o relato da família, o indivíduo havia participado minutos antes de uma briga na via pública e, após o desentendimento, passou a direcionar ameaças aos moradores. Ele teria repetido que integrava uma facção criminosa e que os residentes “não perderiam por esperar”, o que provocou medo e sensação de insegurança entre os presentes.
Enquanto a equipe policial avaliava a situação, um segundo cidadão, de idade avançada, aproximou-se dos agentes e declarou ter sido agredido pelo mesmo suspeito instantes antes. Ele contou que estava sentado em frente ao condomínio onde mora quando foi alvo de ofensas e ameaças. Na sequência, o agressor teria iniciado um confronto físico, levando a vítima a reagir para se defender.
Durante a luta corporal, o telefone celular do idoso caiu no chão e foi recolhido pelo suspeito, que o colocou no bolso. Populares intervieram e conseguiram cessar a briga. Questionado sobre o aparelho, o homem retirou o telefone do bolso e arremessou-o ao chão, danificando o equipamento. A tentativa de subtração do bem, seguida de dano ao objeto, foi registrada como tentativa de furto.
No momento da abordagem, os policiais observaram que o suspeito continuava a proferir xingamentos em direção à residência da primeira denúncia. Mesmo diante da presença da guarnição, ele se mostrava alterado e resistia verbalmente às orientações. O estado de embriaguez foi constatado pela equipe, que procedeu ao levantamento dos antecedentes para entender o contexto do uso da tornozeleira eletrônica.
Consulta aos sistemas policiais revelou que o homem responde a outros processos judiciais, fato que justificou a determinação judicial para o monitoramento eletrônico. As informações sobre os inquéritos em andamento não foram detalhadas pela Polícia Militar, mas serviram para reforçar a necessidade de encaminhamento imediato ao distrito policial.
O suspeito foi colocado no compartimento de segurança da viatura e transportado sem algemas, pois, segundo a corporação, não apresentava resistência física nem lesões corporais aparentes. A decisão de não algemar levou em conta critérios de proporcionalidade e o comportamento do indivíduo no momento da condução.
Das duas vítimas, uma permaneceu na residência para cuidar da mãe cadeirante, enquanto a outra acompanhou a guarnição para registrar formalmente a ocorrência. Ambos receberam orientações sobre os procedimentos legais disponíveis, incluindo a possibilidade de representação criminal pelas ameaças e pela tentativa de furto.
Ao chegar ao Primeiro Distrito Policial de Paranaíba, o caso foi repassado à Polícia Civil, responsável por instaurar inquérito para apurar os fatos, ouvir testemunhas e adotar as medidas cabíveis. Entre os possíveis desdobramentos estão solicitações de exames de corpo de delito, perícia no celular danificado e eventual pedido de prisão preventiva, a depender da análise da autoridade de plantão.
Em nota, a Polícia Militar reforçou a importância do acionamento imediato das forças de segurança em situações de ameaça ou perturbação da tranquilidade pública. A corporação destacou que a colaboração de moradores e testemunhas foi decisiva para a identificação rápida do suspeito e para a preservação da integridade física das vítimas envolvidas.
O desfecho da ocorrência, que reuniu perturbação do sossego, ameaça, agressão e tentativa de furto, será acompanhado pelo Poder Judiciário, responsável por avaliar eventuais descumprimentos de medidas impostas ao homem já submetido à monitoração eletrônica. Até a conclusão do inquérito, ele permanece à disposição da Justiça.









