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Homem de 41 anos é preso preventivamente por violência doméstica em Campo Grande

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul cumpriu, na tarde desta segunda-feira (12), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 41 anos investigado por ameaças, injúria e agressões contra a ex-companheira. A ação foi realizada pela Equipe de Capturas da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª Deam) de Campo Grande, em atendimento à ordem expedida pela 4ª Vara da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da capital.

De acordo com o inquérito policial, o suspeito passou a perseguir e hostilizar a ex-parceira, de 36 anos, depois do término do relacionamento. O comportamento incluiu telefonemas, mensagens de texto e aparições não solicitadas na residência da vítima, atitudes que teriam se intensificado nas semanas anteriores à prisão. A investigação aponta que essas condutas violam dispositivos da legislação que protege mulheres em situação de violência doméstica.

Um dos episódios descritos nos autos ocorreu quando o investigado, supostamente em estado de embriaguez, foi até a casa da ex-companheira. Na ocasião, ele teria proferido ofensas verbais, ameaçado a vítima de morte e, em seguida, desferido agressões físicas. A mulher registrou boletim de ocorrência relatando lesões corporais e entregou à polícia registros de comunicação via telefone celular que, segundo ela, comprovariam a escalada de ameaças.

Com base nesses fatos, a autoridade policial representou pela prisão preventiva, medida cautelar autorizada quando há indícios de reiteração criminosa e risco à integridade da vítima. O pedido foi analisado pelo Ministério Público e deferido pelo Poder Judiciário, que considerou a gravidade das circunstâncias e a necessidade de interromper o ciclo de violência para assegurar a ordem pública e a tranquilidade da ofendida.

No momento da captura, o suspeito não apresentou resistência. Após ser localizado pela equipe da 1ª Deam, ele foi conduzido à delegacia para o registro do cumprimento do mandado e passou por exame de corpo de delito, procedimento padrão que atesta suas condições físicas no ato da prisão. Em seguida, foi encaminhado ao sistema prisional de Campo Grande, onde permanece à disposição da Justiça enquanto tramita a ação penal.

Segundo a delegada responsável pelo caso, a investigação prossegue com a coleta de depoimentos de testemunhas e a análise de materiais comprobatórios, como registros telefônicos e eventuais imagens de câmeras de segurança próximas ao local das agressões. As provas obtidas serão anexadas ao processo para subsidiar o trabalho do Ministério Público e fundamentar a denúncia.

A 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher integra a estrutura da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e atua na apuração de crimes praticados em contexto de violência doméstica e familiar, conforme prevê a Lei Maria da Penha. A unidade mantém equipe específica para cumprir ordens judiciais relacionadas a medidas protetivas, prisões preventivas e outras determinações destinadas a preservar a integridade de mulheres em situação de risco.

O caso reforça a utilização da prisão preventiva como instrumento de proteção quando outras medidas, como o afastamento do agressor ou a aplicação de restrições de contato, mostram-se insuficientes. A avaliação sobre a necessidade e a manutenção da custódia será reexaminada periodicamente pelo Judiciário, conforme determina a legislação processual penal, levando em conta novas provas, o comportamento do acusado e o eventual perigo que represente para a ex-companheira.

Após a formalização da prisão, a vítima foi informada sobre o andamento do procedimento e orientada quanto aos canais de denúncia e serviços de apoio disponíveis. O inquérito será concluído dentro do prazo legal e remetido ao Ministério Público, que poderá oferecer denúncia ou solicitar diligências complementares. Enquanto isso, o investigado permanece recolhido, sujeito às audiências de custódia e demais atos processuais subsequentes.