Duas ocorrências registradas pela Polícia Militar de Paranaíba, na noite de terça-feira, 3 de março, resultaram na condução de dois homens à Delegacia de Polícia Civil sob suspeita de violar medidas protetivas de urgência ligadas a processos de violência doméstica. Os casos ocorreram em intervalos de pouco mais de uma hora e, segundo as autoridades, a pronta resposta busca reforçar a proteção às vítimas.
Primeiro caso envolve homem de 48 anos
A primeira situação foi registrada entre 22h02 e 22h07, em uma residência situada na Rua João Ribeiro Batista, no bairro Jardim das Paineiras. De acordo com o boletim policial, um homem de 48 anos aproximou-se da casa da ex-companheira, de 36 anos, apesar da existência de uma ordem judicial que o impede de manter contato ou se aproximar da vítima.
Familiares que estavam no imóvel perceberam a presença do suspeito e solicitaram que ele deixasse o local. Ainda que o pedido tenha sido atendido, a simples permanência nas proximidades configurou provável descumprimento da decisão judicial. Após a comunicação do fato via telefone 190, equipes policiais realizaram diligências para localizá-lo.
O suspeito foi encontrado em seguida na residência da atual esposa. Conduzido à Delegacia de Polícia Civil, ele prestou esclarecimentos e alegou ter apenas transitado pela rua onde mora a ex-companheira, negando tentativa de contato direto. O registro do caso foi formalizado e ficará sob análise da autoridade policial responsável pelo inquérito.
Segunda ocorrência envolve jovem de 24 anos
Cerca de uma hora depois, às 23h36, outra equipe policial foi acionada para atender a uma denúncia de violação de medida protetiva em um imóvel localizado na Rua Juventino Galdino de Oliveira, bairro Santo Antônio. Segundo o relato da vítima, de 22 anos, seu ex-companheiro, de 24, apareceu na residência sem autorização, em desacordo com determinação judicial vigente.
Após receber a chamada, os policiais efetuaram buscas nos arredores e localizaram o suspeito por volta das 23h45, nas proximidades da praça do bairro Constroluz. Durante a abordagem, o homem confirmou que esteve na casa da ex-companheira e justificou a visita afirmando ter recebido mensagens que, segundo ele, indicavam disposição para diálogo.
O jovem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para a adoção dos procedimentos cabíveis. A medida protetiva descumprida está vinculada a um processo judicial ainda em andamento.
Medidas protetivas e atuação policial
As duas ocorrências destacam a aplicabilidade das medidas protetivas de urgência, previstas na legislação de combate à violência doméstica, que impõem restrições de aproximação, contato ou convivência ao agressor. Quando o suposto infrator desrespeita essas determinações, a polícia pode realizar prisão em flagrante ou condução para esclarecimentos, conforme cada circunstância.
Nos dois episódios registrados em Paranaíba, as equipes policiais enfatizaram que a resposta rápida pretende oferecer segurança imediata às vítimas, além de resguardar a eficácia das decisões judiciais. Os suspeitos permaneceram à disposição da Justiça, e os casos seguem tramitando na esfera policial para posterior encaminhamento ao Ministério Público e ao Judiciário.
Não foram informados detalhes sobre eventuais antecedentes dos envolvidos ou sobre outras medidas cautelares que possam vir a ser aplicadas. Também não houve registro de feridos nas duas situações relatadas. De acordo com a polícia, a investigação prossegue para confirmar se houve, de fato, violação das ordens judiciais e, em caso afirmativo, definir possíveis responsabilizações criminais.
As autoridades reiteram que vítimas ou testemunhas de violência doméstica podem acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 a qualquer hora do dia. O descumprimento de medida protetiva configura crime autônomo e pode acarretar prisão em flagrante, além de outras consequências legais para o infrator.









