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Idosa de 65 anos se fere ao confundir bombinha com cigarro em Anastácio (MS)

Uma mulher de 65 anos sofreu ferimentos na mão esquerda após confundir um artefato pirotécnico, popularmente chamado de bombinha, com um cigarro dentro de casa, em Anastácio, município de Mato Grosso do Sul. O incidente ocorreu no momento em que a idosa, com dificuldade de visão, tentou acender o objeto pensando tratar-se de seu cigarro habitual. A explosão aconteceu pouco depois e exigiu a intervenção do Corpo de Bombeiros Militar de Aquidauana, cidade vizinha responsável pelo atendimento de emergência na região.

De acordo com as informações repassadas à corporação, o acidente aconteceu durante a tarde, quando a vítima estava sozinha na residência. Os bombeiros foram acionados por familiares que chegaram momentos após a explosão e perceberam o ferimento no segundo dedo da mão esquerda da idosa. Ao chegar ao local, os socorristas encontraram a mulher sentada no sofá, consciente e orientada, porém com a mão ensanguentada e sinais de dor pela lesão provocada pelo impacto do artefato.

O relatório de atendimento aponta que o sangramento não foi intenso, mas a ferida apresentava bordas irregulares e risco de contaminação. Os militares realizaram limpeza, estancamento e curativo compressivo ainda no interior do imóvel, adotando medidas para evitar agravamento da lesão. Após os primeiros cuidados, a equipe encaminhou a paciente em ambulância ao Pronto-Socorro Municipal de Aquidauana, onde ela permaneceu em observação para avaliação ortopédica e eventual sutura.

Em depoimento aos bombeiros, a própria idosa relatou que enxerga com dificuldade, sobretudo em ambientes internos pouco iluminados. Essa limitação visual foi apontada como fator decisivo para a confusão entre a bombinha e o cigarro. O caso reforça a incidência de acidentes domésticos envolvendo artefatos pirotécnicos entre pessoas com deficiência visual, idosos e crianças, grupos considerados mais vulneráveis a situações de risco dentro de casa.

A instituição de resgate destacou em nota que artefatos pirotécnicos, mesmo de pequeno porte, devem ser manuseados apenas em locais abertos e por pessoas que conheçam as especificações do produto. Segundo os bombeiros, o uso desses itens dentro de residências amplia a possibilidade de explosões próximas a materiais inflamáveis, podendo causar queimaduras, lesões auditivas, princípio de incêndio e comprometimento da estrutura física do imóvel.

Especialistas em segurança doméstica explicam que bombinhas, estalinhos e fogos similares atingem altas temperaturas em frações de segundo. O calor liberado, somado ao impacto da explosão, pode provocar queimaduras de segundo ou terceiro grau, perfurações e fraturas nos dedos, além de danos permanentes na audição de quem se encontra muito próximo. O risco é ainda maior em lares onde há cortinas, estofados ou objetos plásticos nas proximidades, pois esses materiais pegam fogo com facilidade.

A orientação dos profissionais é armazenar artefatos pirotécnicos em locais secos, fora do alcance de crianças e pessoas com limitações cognitivas ou motoras. Em caso de produtos avariados, molhados ou com pavios danificados, o descarte deve ser feito imediatamente, seguindo recomendações de segurança e evitando jogá-los em lixo comum dentro de casa. O procedimento ideal indica acondicionar o item em recipiente metálico com tampa até a destinação adequada em ponto de coleta ou posto de fiscalização.

Entre as recomendações emitidas pelo Corpo de Bombeiros Militar estão o uso de óculos de proteção e luvas ao manusear fogos, manter distância mínima de 20 metros de edificações, não acender artefatos próximos ao rosto e jamais reutilizar bombinhas que falharam na primeira tentativa de queima. A corporação também alerta que idosos, crianças e pessoas com qualquer limitação física devem ser mantidos afastados da preparação e do acionamento desses produtos.

Até a última atualização desta reportagem, a idosa seguia em observação no Pronto-Socorro Municipal de Aquidauana, sem previsão de alta. A família foi orientada pela equipe médica sobre os cuidados posteriores com o curativo e o acompanhamento ambulatorial para evitar infecções ou complicações na cicatrização.

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