O corpo de Donário Vieira Pinho, 62 anos, foi localizado em avançado estado de decomposição na manhã de quarta-feira (5), dentro do imóvel onde ele morava sozinho, na Rua Verde Louro, bairro Jardim Tarumã, em Campo Grande (MS). A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, perícia criminal e serviço funerário.
Segundo registro da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), um colega de trabalho percebeu o desaparecimento de Donário depois de não conseguir contato e acionou a Polícia Militar. A guarnição foi até o endereço, identificou odor forte vindo da residência e solicitou apoio. O perímetro foi isolado até a chegada dos peritos e de investigadores da Polícia Civil.
Ao entrar no imóvel, os peritos encontraram o corpo em uma área interna da casa, já com sinais compatíveis de decomposição que indicam morte ocorrida há alguns dias. A avaliação preliminar não apontou marcas de violência ou indícios de arrombamento. A equipe especializada também realizou levantamento fotográfico, recolheu vestígios e avaliou as condições do ambiente para estimar o tempo do óbito.
Informações coletadas no local indicam que Donário havia sido visto com vida pela última vez na terça-feira (4), por volta das 11h, no campo da associação do bairro Jardim Tarumã. A testemunha que relatou o desaparecimento relatou que o idoso costumava frequentar o espaço em horários regulares. Quando ele não apareceu para o expediente e tampouco atendeu às ligações, o colega decidiu buscar ajuda.
De acordo com relatos de vizinhos, o idoso mantinha rotina discreta e raramente recebia visitas. A residência não apresentava sinais de invasão, e objetos de valor permaneciam no interior do imóvel, segundo informações da Polícia Civil. Por precaução, os agentes apreenderam o telefone celular da vítima para análise de ligações recentes, mensagens e possíveis registros que auxiliem na cronologia dos fatos.
No procedimento padrão do local de morte, uma equipe de plantão da empresa funerária foi acionada para realizar o transporte do corpo ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), onde será feito o exame necroscópico. O laudo deverá apontar a causa específica da morte e o período aproximado do óbito, fatores considerados essenciais para a investigação em andamento.
A irmã da vítima, Eunice Vieira Pinho Costa, compareceu à delegacia e informou que Donário enfrentava doença renal crônica, hipertensão arterial e diabetes. Segundo ela, o irmão fazia acompanhamento médico, mas morava sozinho havia alguns anos. O histórico clínico reforça, para a polícia, a possibilidade de falecimento por causas naturais, hipótese que dependerá de confirmação pericial.
A Polícia Civil informou que o caso continua sob investigação para esclarecer eventuais responsabilidades ou circunstâncias não observadas inicialmente. Até o momento, não foram identificados elementos que indiquem crime. O inquérito permanece aberto e aguarda resultados dos exames periciais e da análise do aparelho telefônico para concluir a dinâmica dos acontecimentos.









