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Incêndio em ônibus de autoescola interrompe tráfego e mobiliza Bombeiros em Paranaíba (MS)

Um ônibus pertencente a uma autoescola pegou fogo na tarde desta terça-feira (13) no cruzamento da Avenida Getúlio Vargas com a Avenida Ernesto Garcia Leal, em Paranaíba, Mato Grosso do Sul. A ocorrência mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e causou bloqueio parcial do trânsito na região, que é uma das mais movimentadas do município. Não houve registro de feridos.

De acordo com informações repassadas pelos bombeiros, o coletivo já estava tomado pelas chamas quando a guarnição chegou ao endereço. Os militares iniciaram o combate ao fogo com uso de água e espuma, procedimento padrão para esse tipo de ocorrência, e conseguiram controlar as chamas antes que se alastrassem para imóveis próximos ou atingissem a fiação elétrica da via. Apesar da rápida intervenção, o veículo ficou parcialmente destruído, com danos significativos na carroceria e no interior.

A presença do ônibus em chamas obrigou a corporação a isolar toda a área no entorno do cruzamento. A medida visou garantir a segurança de motoristas, motociclistas e pedestres que transitavam pelas duas avenidas, consideradas corredores de intenso fluxo urbano. Durante o atendimento, agentes de trânsito auxiliaram no desvio dos veículos para rotas alternativas, o que provocou lentidão em ruas adjacentes por cerca de uma hora.

Informações preliminares indicam que não havia alunos a bordo nem qualquer pessoa em situação de risco no momento do incêndio. O coletivo é utilizado habitualmente em aulas práticas de direção para condutores de categoria D, mas, conforme relatos iniciais, estava fora de serviço quando o fogo começou. O motorista conseguiu sair a tempo e acionou o Corpo de Bombeiros.

As causas do incêndio ainda não foram determinadas. Segundo os bombeiros, somente uma perícia técnica poderá apontar se o incidente teve origem em falha mecânica, curto-circuito na parte elétrica, superaquecimento do motor ou outro fator. O laudo deverá ser encaminhado à direção da autoescola e às autoridades de trânsito assim que concluído. Até lá, o veículo permanecerá retido para evitar descaracterização de possíveis evidências.

Após a extinção das chamas, os militares realizaram o procedimento de rescaldo, etapa em que são eliminados pequenos focos que possam permanecer nos materiais combustíveis. A ação é considerada fundamental para impedir a reignição do fogo, sobretudo em veículos que utilizam óleo diesel e lubrificantes em grande quantidade, como é o caso de ônibus de transporte escolar ou de autoescola. Apenas depois dessa fase foi liberada a remoção do coletivo para um pátio designado.

Responsáveis pela autoescola compareceram ao local para acompanhar o trabalho das equipes de emergência. Eles confirmaram que o ônibus passara por manutenção regular e que não havia histórico recente de problemas mecânicos relevantes. Mesmo assim, afirmaram que colaborarão com a investigação e colocarão todos os registros de revisão e de uso do veículo à disposição dos peritos.

Enquanto o Corpo de Bombeiros se concentrava no combate às chamas, a Polícia Militar realizou o controle do perímetro e impediu a aproximação de curiosos. A corporação reforçou a importância de manter distância em ocorrências com risco de explosão ou de propagação de fumaça tóxica, recomendação que também foi transmitida por alto-falantes aos moradores e comerciantes do entorno.

O cruzamento das avenidas Getúlio Vargas e Ernesto Garcia Leal é considerado estratégico para o tráfego urbano de Paranaíba por interligar bairros residenciais à região central. Por esse motivo, a interrupção parcial do fluxo gerou reflexos no transporte coletivo e em serviços de entrega durante o período de atendimento. O trânsito foi normalizado assim que o ônibus foi retirado e a pista recebeu limpeza para remoção de resíduos de óleo e fuligem.

Até a publicação desta matéria, o Corpo de Bombeiros não havia divulgado prazo para conclusão do laudo pericial. A autoescola deverá definir em seguida se o veículo será recuperado ou encaminhado para baixa definitiva. Enquanto isso, outras equipes da corporação permanecem de sobreaviso para possíveis chamados relacionados a focos de incêndio decorrentes do período de estiagem, comum na região nesta época do ano.