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Instabilidade no Pix impede transferências e pagamentos em bancos de todo o país

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos administrado pelo Banco Central, apresentou instabilidade na segunda-feira, 19 de fevereiro, e deixou usuários de diferentes instituições financeiras sem conseguir realizar transferências ou pagamentos. A falha foi detectada em larga escala e atingiu correntistas em várias regiões do Brasil ao longo do dia.

De acordo com dados compilados pelo serviço independente de monitoramento DownDetector, mais de 7 mil relatos de problemas foram registrados até as 13h40. As reclamações envolveram dificuldades para enviar ou receber recursos e indisponibilidade de acesso às funcionalidades do Pix em aplicativos bancários.

O volume elevado e simultâneo de notificações provenientes de vários bancos sugere que a origem da instabilidade está no sistema centralizado do Banco Central, responsável por processar as transações do Pix. Não houve indícios de que a falha se restrinja a uma instituição específica, o que reforça a hipótese de um problema no núcleo da plataforma de pagamentos.

Nas redes sociais, clientes de diferentes faixas de renda relataram mensagens de erro, operações pendentes e impossibilidade de concluir transferências. Alguns usuários afirmaram ter tentado efetuar pagamentos diversas vezes sem sucesso, enquanto outros apontaram demora para atualização de saldos ou para confirmação de créditos recebidos.

O DownDetector também observou pico de avisos em pelo menos cinco instituições financeiras, entre grandes bancos, fintechs e cooperativas de crédito. A distribuição geográfica das queixas mostra que a interrupção não se limitou a uma área específica do país, mas ocorreu de forma abrangente em capitais e cidades do interior.

O comportamento padrão do Pix, que normalmente conclui transações em poucos segundos, foi comprometido, gerando atrasos e falhas de comunicação entre os sistemas dos bancos e o ambiente central do Banco Central. Como reflexo, operações cotidianas — como pagamentos de contas, transferências entre contas próprias ou a terceiros e liquidações de compras em estabelecimentos — ficaram temporariamente indisponíveis.

Até o encerramento da tarde, o Banco Central não havia divulgado nota oficial explicando as causas da falha ou indicando previsão para restabelecimento completo do serviço. Da mesma forma, as instituições financeiras afetadas não emitiram comunicados com detalhes sobre o status de suas conexões com a plataforma.

Embora o número de relatos tenha se concentrado no início da tarde, usuários continuaram a sinalizar instabilidade durante todo o período comercial. Alguns conseguiram concluir transações após várias tentativas, enquanto outros relataram indisponibilidade persistente, variando conforme a instituição utilizada e o horário de acesso.

O Pix é atualmente a principal ferramenta de transferência eletrônica no Brasil, e a interrupção temporária impactou tanto consumidores quanto empresas. Pagamentos de serviços, repasses de folha e recebimentos de vendas que dependem do sistema tiveram de ser suspensos ou adiados até a normalização do tráfego de dados na infraestrutura do Banco Central.

Sem uma declaração oficial, ainda não é possível determinar se a falha foi provocada por manutenção não programada, sobrecarga de demanda ou problema técnico pontual. O histórico de operação do Pix indica alta disponibilidade, mas a ocorrência desta segunda-feira mostra que interrupções podem acontecer e afetar usuários de várias instituições ao mesmo tempo.