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Intenção de compra de chocolate na Páscoa de 2026 atinge 90% dos brasileiros, mostra levantamento

Um estudo realizado pelo Instituto Locomotiva aponta que nove em cada dez brasileiros pretendem adquirir chocolates na Páscoa de 2026. O percentual, que corresponde a aproximadamente 148 milhões de pessoas, supera em quatro pontos percentuais o registrado na pesquisa referente a 2025, quando 86% demonstravam intenção de compra.

O levantamento entrevistou 1.557 cidadãos com 18 anos ou mais em todo o país. A análise revela que a disposição para consumir chocolate cresce conforme o poder aquisitivo: 95% entre os respondentes das classes AB, 88% na classe C e 80% nas classes DE. Ainda assim, mesmo nos estratos de menor renda, quatro em cada cinco brasileiros planejam adquirir algum tipo de chocolate para celebrar a data.

Ovos permanecem símbolo para crianças, enquanto adultos diversificam formatos

A tradição dos ovos de Páscoa continua forte, sobretudo entre o público infantil. Segundo o estudo, 68% dos entrevistados com filhos afirmam que esse formato é o preferido das crianças. Entre os adultos, entretanto, o consumo se divide: 66% pretendem comprar ovos e 63% optam também por barras, bombons ou outros formatos convencionais.

Ao considerar o presente ideal para a ocasião, 72% mencionam ovos ou chocolates tradicionais. O Instituto Locomotiva avalia que o ato de presentear permanece ligado ao simbolismo da data, mas há espaço crescente para escolhas que vão além do formato clássico, ampliando oportunidades de mercado para produtos alternativos.

Preço lidera critérios de escolha; qualidade e tamanho também pesam

Entre os fatores que orientam a decisão de compra, 61% dos entrevistados citam o preço como principal preocupação. Em seguida aparecem qualidade dos ingredientes (53%), tamanho (44%), marca (43%) e variedade de sabores (40%). Itens como embalagem (29%), brindes ou personagens licenciados (27%) e opções voltadas a dietas especiais (12%) completam a lista de atributos relevantes.

A pesquisa destaca que 69% dos consumidores consideram os ovos de Páscoa mais caros que barras de mesmo peso. Ainda assim, a disposição de adquirir o produto se mantém elevada, indicando que parte do público aceita pagar um valor adicional para manter o costume. Entre as pessoas com filhos, a intenção de compra alcança 93%, enquanto entre quem não tem crianças cai para 82%.

Produtos artesanais ganham preferência

O estudo mostra, ainda, a valorização de itens produzidos por pequenos empreendedores: 68% dos participantes declaram preferência por chocolates artesanais. Esse movimento é interpretado pelo Instituto Locomotiva como reflexo de dois fatores principais. De um lado, o desejo de exclusividade, expressa em sabores personalizados ou embalagens diferenciadas; de outro, o interesse em apoiar negócios locais ou microempreendedores.

A expansão da oferta de chocolates feitos em pequena escala amplia a competitividade do mercado e estimula inovações em textura, recheios e apresentações. Para os consumidores, a possibilidade de personalizar o presente ou de escolher receitas exclusivas torna-se um atrativo adicional, especialmente entre adultos que buscam alternativas ao tradicional ovo industrializado.

Intenção de produção e venda indica avanço do empreendedorismo sazonal

Além de comprar, parte dos brasileiros enxerga a Páscoa como oportunidade de renda extra. Segundo o levantamento, 22% projetam produzir ou comercializar chocolates em 2026, o que representa cerca de 36 milhões de pessoas. A taxa cresce em relação aos 19% registrados na edição anterior do estudo e atinge maior incidência entre jovens de 18 a 34 anos (29%) e nas classes DE (33%).

Para esse público, a confecção artesanal de ovos, trufas ou bombons pode significar complemento financeiro, além de entrada no universo do microempreendedorismo. O aumento da procura por produtos personalizados reforça o ambiente favorável a pequenos produtores, que conseguem atender nichos específicos e adaptar preços conforme o poder de compra local.

Data preserva caráter familiar e estimula gastos em outros itens

O simbolismo familiar permanece central na celebração da Páscoa. De acordo com a pesquisa, 82% dos entrevistados consideram a data um momento para estar com parentes; 77% participam de almoços ou encontros especiais; e 76% veem na ocasião oportunidade de presentear pessoas queridas. Nas compras para a ceia, 54% adquirem alimentos, 38% bebidas, 32% produtos infantis ou brinquedos temáticos e 28% itens de decoração.

Os números indicam que o consumo de chocolate, embora seja o protagonista, integra um conjunto mais amplo de despesas, impulsionando setores ligados à alimentação, bebidas, artigos festivos e brinquedos. Assim, a Páscoa se consolida não apenas como tradição religiosa ou cultural, mas também como período relevante para o varejo brasileiro.

Manutenção da tradição em cenário de preços elevados

Mesmo diante da percepção generalizada de que os ovos de Páscoa custam mais do que barras equivalentes, a intenção de compra cresce e alcança 90% da população adulta. O dado confirma a força simbólica da data e sinaliza resiliência do hábito de presentear com chocolate. Ao mesmo tempo, o mercado observa mudanças no perfil de consumo, com maior abertura a formatos variados e reconhecimento de produtos artesanais, criando novas possibilidades para indústrias, varejistas e microempreendedores.

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