A junta interventora do Consórcio Guaicurus estimou em R$ 699.336,29 o custo acumulado de dois casos de empregados sem atividade correspondente na folha de pagamento. O relatório técnico, divulgado recentemente, destaca que os valores são preliminares e que ainda é necessário apurar as atividades efetivamente prestadas e os beneficiários diretos.
O primeiro cenário envolve três funcionários mantidos na folha após a desocupação da garagem em outubro de 2023. Para um período estimado de 35 meses, o documento calcula um custo de R$ 518.813,43. Segundo o relatório, a antiga garagem da Viação São Francisco foi alienada a uma empresa pertencente ao grupo dos acionistas.
Segundo caso analisado
O segundo caso refere-se a um motorista da Viação São Francisco, mantido em licença remunerada desde 2024. O relatório estima um custo acumulado de R$ 180.522,86 em aproximadamente 30 meses. A intervenção afirma ter suspendido a licença em julho de 2026, encerrando o período de remuneração sem atividade comprovada.
Os valores apresentados são estimativas calculadas pela equipe interventora com base nas remunerações consideradas no documento. O texto ressalta que esses números não constituem, por si só, prova de desvio ou definição de prejuízo a ser ressarcido. A apuração final depende de uma análise mais aprofundada.
No caso da garagem, os interventores solicitam a identificação do trabalho realizado pelos três empregados e a qualificação da empresa que recebeu o benefício econômico. A definição jurídica das movimentações e a apuração de responsabilidades cabem à comissão processante, com aprofundamento por auditoria.
O Consórcio Guaicurus contesta as conclusões gerais do relatório. Em nota divulgada à imprensa, a gestão afirma que seguirá apresentando seus argumentos no processo administrativo em andamento. A decisão final sobre os valores e responsabilidades depende do desfecho dessa investigação.







