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Jovem de 22 anos perde R$ 220 em golpe de venda de ingressos por rede social em Campo Grande

Uma moradora de Campo Grande, de 22 anos, registrou ocorrência de estelionato após ter sido enganada durante a tentativa de compra de ingressos para um show na capital sul-mato-grossense. O caso foi formalizado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Centro) na sexta-feira, 10, depois que a jovem constatou ter perdido R$ 220 sem receber os bilhetes prometidos.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima encontrou um anúncio em uma rede social que oferecia dois ingressos pelo valor total de R$ 220. Interessada, ela entrou em contato com o perfil responsável pela publicação e iniciou uma troca de mensagens para negociar a aquisição. O suposto vendedor apresentou-se como intermediário da venda e, em seguida, forneceu os dados bancários de um homem que, segundo ele, seria o titular da conta destinada a receber o pagamento.

Confiando na negociação, a compradora efetuou a transferência do dinheiro para a conta indicada, utilizando os meios eletrônicos de seu banco. Imediatamente após o envio do valor, ela encaminhou ao anunciante o comprovante da operação, aguardando a confirmação de que os ingressos seriam transferidos por meio digital.

O procedimento, no entanto, não avançou como previsto. O responsável pelo perfil parou de responder às mensagens logo após a confirmação do depósito e, pouco tempo depois, bloqueou a jovem na plataforma. Sem conseguir novo contato e percebendo que não receberia os ingressos, a vítima concluiu ter sido alvo de um golpe.

Ao comparecer à Depac Centro, a estudante apresentou capturas de tela de toda a conversa, além do comprovante de pagamento realizado. Esses documentos foram anexados ao inquérito para auxiliar a Polícia Civil na tentativa de identificar os responsáveis pela fraude e rastrear a movimentação do valor transferido.

Conforme consta no registro, o crime foi tipificado como estelionato. A legislação brasileira define esse delito como a obtenção de vantagem ilícita em prejuízo alheio, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento. A pena prevista varia de um a cinco anos de reclusão e multa, podendo aumentar se houver agravantes, como o uso de redes sociais para praticar a infração.

Autoridades policiais de Mato Grosso do Sul alertam que casos semelhantes têm sido recorrentes, principalmente na venda de ingressos e produtos muito procurados via internet. Geralmente, os golpistas se valem da sensação de urgência ou de oportunidades aparentemente vantajosas para induzir as vítimas a realizar pagamentos antes de verificar a autenticidade do vendedor.

A orientação repassada pela polícia é que consumidores redobrem a cautela durante compras on-line. Entre as recomendações estão: pesquisar sobre o perfil ou a empresa antes de concretizar o negócio, conferir se o canal de venda possui avaliações confiáveis, desconfiar de propostas com valores muito abaixo do praticado no mercado e priorizar métodos de pagamento que ofereçam proteção, como plataformas que retêm o valor até a entrega do produto.

Também é indicado evitar transferências bancárias diretas para pessoas físicas desconhecidas e solicitar comprovante de titularidade da conta, bem como checar se o ingresso ou bem adquirido permite validação por meio de códigos oficiais. Quando possível, a compra deve ser feita em pontos de venda autorizados ou em sites que informem claramente suas políticas de reembolso e assistência ao consumidor.

No caso em investigação, a equipe da Depac Centro deverá solicitar dados ao banco destinatário da transferência para tentar identificar o titular da conta e verificar se há outras ocorrências ligadas ao mesmo CPF ou número bancário. Se confirmada a prática de estelionato, o suspeito poderá responder criminalmente e ser responsabilizado pela restituição dos valores.

Enquanto o inquérito avança, a vítima permanece no aguardo de qualquer evolução que permita recuperar o dinheiro perdido. O episódio reforça o alerta para a necessidade de cautela em transações realizadas nas redes sociais, ambiente que, apesar de prático para negociações, ainda oferece brechas exploradas por estelionatários.