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Jovem de 21 anos é detido pelo GOI em Campo Grande por mandado de violência doméstica

Um homem de 21 anos foi preso na manhã desta segunda-feira (6) no Bairro Parati, em Campo Grande, depois de ser localizado por equipes do Grupo de Operações e Investigações (GOI) da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. Contra ele havia um mandado de prisão expedido pela Justiça em razão de crime de violência doméstica registrado no início do mês.

Segundo informações da Polícia Civil, o jovem passou a ser procurado após invadir a casa da ex-sogra. Na ocasião, ele teria pulado o muro da residência com a intenção de retomar o relacionamento com a ex-companheira. Durante a invasão, o investigado tentou beijar a vítima à força. Ao reagir, a mulher gritou por socorro, situação que levou o suspeito a fugir antes da chegada de policiais militares chamados para atender a ocorrência.

Com base no depoimento da vítima e em demais elementos reunidos no inquérito, a autoridade policial responsável solicitou a prisão preventiva do investigado. A Justiça, então, expediu o mandado. A partir da ordem judicial, o GOI intensificou diligências em diferentes pontos da capital sul-mato-grossense para localizar o foragido, concentrando‐se principalmente no Bairro Parati, onde havia indício de que ele estaria se escondendo.

Na manhã desta segunda-feira, as equipes do grupo especializado conseguiram identificar o suspeito circulando pela região. Após abordagem, os policiais confirmaram sua identidade e deram cumprimento ao mandado. O homem não apresentou resistência e foi imediatamente conduzido à Primeira Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª Deam), unidade que coordena as investigações de crimes envolvendo violência doméstica na capital.

De acordo com a Polícia Civil, o preso permanece à disposição do Poder Judiciário enquanto o processo segue em tramitação. A delegacia responsável deve concluir o inquérito e encaminhar o resultado ao Ministério Público, que decidirá sobre eventual oferecimento de denúncia.

A corporação reforçou que denúncias relacionadas a violência doméstica podem ser apresentadas de forma anônima por telefone ou presencialmente em qualquer delegacia. Conforme a instituição, ocorrências dessa natureza recebem prioridade de apuração por envolverem risco direto à integridade física e psicológica das vítimas.

O Grupo de Operações e Investigações, que atuou na prisão, integra a estrutura da Polícia Civil sul-mato-grossense e tem como principal atribuição o cumprimento de mandados judiciais, a captura de foragidos e a realização de varreduras em locais apontados como esconderijos de investigados. Em Campo Grande, a 1ª Deam concentra o atendimento a mulheres vítimas de violência, oferecendo acolhimento especializado e encaminhamentos às redes de proteção social.

Para casos de urgência, a Polícia Civil orienta que vítimas ou testemunhas acionem imediatamente o número 190 da Polícia Militar ou o 197, canal direto da corporação para denúncias. Há ainda a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, serviço nacional que funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados, para receber relatos e prestar orientações.

A Lei Maria da Penha (Lei n.º 11.340/2006) estabelece mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, prevendo medidas protetivas de urgência que podem restringir a aproximação do agressor, determinar seu afastamento do lar e impedir qualquer forma de contato com a vítima. O descumprimento dessas determinações pode resultar na decretação da prisão preventiva ou em conversão da medida cautelar em prisão em flagrante, a depender da situação.

No caso específico que motivou o mandado cumprido nesta segunda-feira, a tentativa de contato físico forçado configura violência sexual, uma das formas previstas na legislação. Além disso, a invasão de domicílio caracteriza violação de propriedade, infração que também pode ser considerada na esfera penal.

A Polícia Civil não informou se o suspeito possui antecedentes criminais ou se já respondeu a procedimentos semelhantes anteriormente. A investigação segue em curso para detalhar as circunstâncias do episódio e reunir provas que subsidiem eventual ação penal. Enquanto isso, a vítima permanece sob acompanhamento da 1ª Deam e pode solicitar, caso deseje, medidas protetivas adicionais de acordo com a avaliação de risco realizada pela equipe especializada.

Com a prisão efetivada, o inquérito entra na fase de finalização, momento em que a autoridade policial deverá concluir a análise de laudos periciais, eventuais imagens de câmeras de segurança nas proximidades do imóvel invadido e depoimentos de testemunhas arroladas. O procedimento será então encaminhado para deliberação judicial.

A Polícia Civil reitera que qualquer pessoa que tenha conhecimento de episódios de violência doméstica pode colaborar com as autoridades. A instituição destaca a importância das denúncias anônimas para interromper ciclos de agressão e preservar a segurança das vítimas.

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