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Junho Prata mobiliza rede socioassistencial de Campo Grande em defesa dos idosos

Unidades de assistência social, centros de convivência e entidades parceiras de Campo Grande programaram uma série de atividades ao longo de todo o mês para marcar a campanha Junho Prata, iniciativa que visa valorizar, proteger e divulgar os direitos da população idosa. As ações concentram-se entre 1º e 30 de junho em diferentes regiões da capital sul-mato-grossense, envolvendo palestras, rodas de conversa, eventos culturais e atendimentos na área da saúde.

A abertura oficial ocorreu no Asilo São João Bosco e contou com a presença de usuários da rede de serviços públicos, representantes de organizações não governamentais e profissionais da Secretaria Municipal de Assistência Social. O encontro foi marcado por apresentações de música e dança conduzidas pelos próprios residentes, reforçando o papel do idoso como protagonista e estimulando a participação ativa em atividades artísticas.

Com coordenação da Rede Municipal de Assistência Social, a campanha integra Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Centros de Convivência do Idoso (CCI), a Subsecretaria de Defesa dos Direitos Humanos e instituições da sociedade civil. A programação inclui oficinas de artesanato, exames preventivos, orientações sobre o Estatuto da Pessoa Idosa, além de momentos de lazer voltados ao fortalecimento de vínculos familiares e comunitários.

De acordo com a secretária municipal de Assistência Social, Camilla Nascimento, a proposta vai além do acolhimento institucional. Segundo ela, cada ação busca ampliar a proteção social, estimular a autonomia e assegurar que a população acima de 60 anos tenha acesso às políticas públicas já previstas em lei. O objetivo, explica, é contribuir para um processo de envelhecimento com dignidade e oportunidades de participação social.

Frequente do CCI Piratininga, o aposentado Francisco de Sá relata que os encontros semanais com o grupo de violeiros “Passageiros do Tempo” impactam diretamente no bem-estar dos integrantes. Na avaliação dele, a troca de experiências musicais gera integração, evita o isolamento e fortalece laços de amizade, fatores essenciais para manter a saúde física e mental na terceira idade.

Outro exemplo de envolvimento comunitário é o da pensionista Hercilia Domingues, de 71 anos, atendida pela Associação Beneficente dos Renais Crônicos (Abrec). Morando sozinha na capital, ela encontra na entidade uma rede de apoio composta por amigos e profissionais que oferece acompanhamento diário, orientação médica e suporte psicológico, diminuindo a sensação de solidão e ampliando o sentimento de pertencimento.

Entre os principais eixos da campanha estão o combate à violência, a divulgação de direitos garantidos em legislação específica e o incentivo à participação cidadã. Palestras itinerantes organizadas pelo Núcleo de Apoio à Comunidade Idosa, vinculado à Subsecretaria de Defesa dos Direitos Humanos, percorrem bairros da cidade para abordar temas como prevenção de quedas, envelhecimento saudável e formas de denunciar maus-tratos.

No Cras Canguru, a programação do Junho Prata reuniu idosos em um desfile temático, mostras culturais e apresentações de dança. A iniciativa teve o propósito de promover autoestima, estimular a criatividade e oferecer um espaço de socialização. Já no Cras Aeroporto, profissionais conduziram rodas de conversa voltadas à conscientização sobre direitos e medidas de prevenção contra situações de violência física, psicológica ou financeira.

As atividades do CCI Piratininga priorizaram a disseminação de informações sobre o Estatuto da Pessoa Idosa, com destaque para os dispositivos que garantem prioridade em atendimentos de saúde, transporte e programas sociais. No Cras Zé Pereira, debates sobre autoestima, integração social e qualidade de vida completaram a agenda, sempre com a participação direta dos frequentadores, que puderam relatar vivências e sugerir pautas futuras.

Profissionais que atuam na rede socioassistencial observam que o Junho Prata funciona como um ponto de convergência de ações realizadas durante todo o ano. Segundo eles, dar visibilidade ao tema no mês de junho reforça estratégias permanentes de combate ao isolamento social, criação de redes de apoio e promoção de políticas públicas focadas em saúde, lazer e proteção jurídica.

A programação segue até o final de junho, com atividades distribuídas em Cras, CCIs, entidades filantrópicas e espaços culturais da capital. As equipes organizadoras informam que a participação é gratuita e aberta a todos os idosos residentes em Campo Grande. Informações detalhadas sobre datas, horários e locais podem ser obtidas diretamente nas unidades de referência, que mantêm plantões para esclarecimento de dúvidas e inscrições.

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