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Abertura de 546 empresas em janeiro reforça liderança econômica de Campo Grande

Campo Grande iniciou 2026 reafirmando sua condição de maior polo econômico de Mato Grosso do Sul. Segundo o Boletim Econômico de janeiro, elaborado pelo Observatório de Desenvolvimento Econômico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, a capital registrou 546 novas empresas apenas no primeiro mês do ano. Esse desempenho corresponde a quase 44 % das 1.254 companhias constituídas em todo o Estado no mesmo período.

O resultado consolida Campo Grande na liderança estadual na geração de novos empreendimentos e confirma a cidade como principal motor da economia regional. De acordo com o levantamento, o avanço ocorre em um ambiente marcado por políticas municipais de desburocratização de processos, garantia de segurança jurídica e estímulos à formalização, com foco na sustentabilidade e na diversificação produtiva.

Serviços mantêm maior participação

A análise setorial indica que o segmento de Serviços se manteve como o mais dinâmico, respondendo por 78,31 % das constituições, o equivalente a 427 empresas. O Comércio veio em seguida, com 106 registros (19,4 %), enquanto a Indústria adicionou 13 novos CNPJs, representando 2,23 % do total. A distribuição confirma a predominância das atividades ligadas à prestação de serviços especializados e sinaliza a continuidade de uma diversificação gradual da base econômica local.

Para a administração municipal, esse perfil reflete a evolução de demandas urbanas, o crescimento do consumo interno e a busca de setores privados por soluções tecnológicas, logísticas e de atendimento direto ao consumidor. A aposta em medidas para agilizar licenças, simplificar procedimentos e oferecer acompanhamento técnico tem favorecido a instalação de micro e pequenas empresas, além de atrair investimentos de maior porte.

Mercado de trabalho registra baixa desocupação

O início do ano também foi marcado por sinais positivos no mercado de trabalho. Na primeira semana de janeiro, a Fundação Social do Trabalho (Funsat) disponibilizou 1.151 oportunidades de emprego. Até o dia 26, o número subiu para 1.213 vagas, abrangendo diferentes graus de escolaridade e perfis profissionais.

No recorte estadual, Mato Grosso do Sul encerrou o quarto trimestre de 2025 com taxa de desemprego de 2,4 %, a menor da série histórica. Em Campo Grande, o índice ficou em 3,1 %, posicionando a capital entre as quatro menores taxas de desocupação do país. Os dados apontam para a capacidade da economia local de absorver mão de obra, ampliar renda e sustentar a expansão do consumo.

Eventos e obras impulsionam novos negócios

Em março, a cidade deve receber impacto adicional com a realização da 15.ª Conferência das Partes (COP15), que deve reunir mais de três mil participantes. A movimentação esperada deve dinamizar setores como hotelaria, alimentação, transporte e serviços de apoio, gerando oportunidades temporárias e reforçando o comércio local.

No campo dos investimentos estruturantes, 2026 será marcado por projetos que somam centenas de milhões de reais. Estão previstas a reforma do Aeroporto Internacional de Campo Grande, orçada em R$ 300 milhões, a ampliação do Shopping Campo Grande com a criação de 150 novas lojas, a revitalização da antiga rodoviária e a implantação da Casa do Comércio na região central. Essas iniciativas deverão criar empregos diretos na construção civil e indiretos nas cadeias de fornecimento, além de elevar a capacidade de atendimento a turistas, moradores e empresas.

Financiamento regional estimula expansão

Outro vetor de crescimento é o crédito produtivo. Na primeira reunião do ano, o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) aprovou R$ 129 milhões em financiamentos para projetos empresariais e rurais. A expectativa é de que até R$ 3,5 bilhões estejam disponíveis ao longo de 2026, reforçando cadeias produtivas, modernizando propriedades agrícolas e apoiando iniciativas de inovação e sustentabilidade.

De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, os indicadores divulgados demonstram confiança do setor produtivo na capacidade de planejamento do município. A gestão afirma que o desenvolvimento econômico está alinhado a diretrizes de ordenamento urbano e responsabilidade ambiental, em busca de equilíbrio entre expansão econômica e qualidade de vida.

Mesmo diante de fatores externos, como a taxa básica de juros em 15 % ao ano e a pressão inflacionária registrada em janeiro, Campo Grande mantém trajetória de crescimento. O conjunto formado pela abertura de empresas, pela geração de empregos formais e pelos investimentos em infraestrutura e crédito cria condições para continuidade do fortalecimento econômico ao longo de 2026.

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