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Massa de ar polar promete mínimas próximas de 0 °C e possibilidade de geada em Mato Grosso do Sul

Uma massa de ar polar prevista para alcançar Mato Grosso do Sul entre o fim de junho e o início de julho deve derrubar as temperaturas em praticamente todo o Estado, segundo projeções meteorológicas. Os dias mais frios estão indicados para 1º e 2 de julho, quando os termômetros podem descer até valores próximos de 0 °C em municípios das regiões sul e sudoeste, com risco elevado de formação de geadas.

O resfriamento será precedido pelo avanço de uma frente fria associada a uma área de baixa pressão atmosférica. Esse sistema deve intensificar a instabilidade sobre o território sul-mato-grossense, favorecendo a ocorrência de chuva, trovoadas, temporais isolados e rajadas de vento fortes em diferentes pontos do Estado antes da entrada do ar mais gelado.

De acordo com o meteorologista da Universidade Anhanguera-Uniderp, Natálio Abrão, as menores temperaturas são esperadas para municípios situados na faixa de fronteira com o Paraguai, no extremo sul. Entre as localidades citadas estão Mundo Novo, Sete Quedas, Paranhos e Amambai, que podem registrar valores muito próximos de zero nas madrugadas do começo de julho.

Na capital Campo Grande, a previsão aponta mínimas variando entre 7 °C e 9 °C nos períodos mais frios. Em Dourados, importante centro urbano do sul do Estado, as temperaturas devem oscilar de 5 °C a 6 °C, também com possibilidade de geada em áreas rurais e pontos mais baixos.

O cenário meteorológico resulta da combinação de fatores típicos do inverno no Centro-Oeste. A chegada de ar polar intenso, empurrado por sistemas de média e alta latitude, encontra um ambiente prévio de instabilidade gerado pela frente fria. Esse contraste tende a potencializar precipitações e provocar queda brusca de temperatura em intervalo curto de tempo.

Em praticamente todo Mato Grosso do Sul, inclusive na parte norte, onde o frio costuma ser menos acentuado, são esperadas mínimas inferiores às registradas na maior parte de junho. Embora o resfriamento mais extremo se concentre nas regiões sul, sudoeste e parte do leste, localidades como Três Lagoas, Coxim e Corumbá também devem sentir declínio térmico relevante, ainda que com valores acima das mínimas previstas para a fronteira.

A possibilidade de geada, especialmente entre a madrugada de 1º de julho e as primeiras horas de 2 de julho, é apontada como elevada nas áreas de maior altitude do Estado. A formação do fenômeno depende da persistência de céu claro e de ventos fracos após a passagem da frente fria, condições que permitem acentuada perda de calor noturno junto ao solo.

A intensificação dos ventos antes da chegada da massa polar pode provocar rajadas superiores a 60 km/h em pontos isolados, informa a previsão. Esses ventos estão associados ao gradiente de pressão entre a área de baixa pressão que antecede o sistema frontal e a alta pressão que avança em seguida com o ar frio.

Os acumulados de chuva esperados variam conforme a região. No sul e no sudoeste, onde a frente fria deve atuar com mais força, são possíveis episódios de precipitação moderada a forte acompanhados de descargas elétricas. Nas demais áreas, as chuvas tendem a ser mais irregulares, mas não estão descartados temporais localizados.

Nas horas diurnas imediatamente posteriores à entrada do ar polar, as máximas também devem permanecer baixas. Segundo o prognóstico, mesmo durante a tarde, cidades como Ponta Porã e Iguatemi podem registrar temperaturas próximas de 12 °C a 14 °C, mantendo a sensação de frio ao longo do dia.

Para a população, a recomendação é acompanhar boletins meteorológicos atualizados e adotar medidas de proteção contra o frio intenso, principalmente durante a madrugada e o amanhecer. O setor agrícola deve permanecer atento ao risco de geada, que pode afetar culturas sensíveis em fase de desenvolvimento.

A onda de frio de início de julho segue o padrão observado em anos anteriores, quando incursões polares alcançaram o Centro-Oeste com potencial para registros de temperaturas abaixo de 5 °C em diversos municípios de Mato Grosso do Sul. A atuação desse tipo de sistema geralmente dura poucos dias, mas pode impactar atividades urbanas e rurais pela combinação de frio intenso, ventos fortes e possibilidade de precipitação antecedente.

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