Mato Grosso do Sul iniciou 2026 com dois casos confirmados de dengue e 132 registros considerados prováveis, de acordo com o boletim epidemiológico referente à primeira semana do ano, divulgado nesta quinta-feira (15) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). O documento indica que, até o momento, não há óbitos confirmados nem em investigação relacionados à doença.
Com a chegada do período mais chuvoso e quente, a pasta estadual intensificou o alerta para que a população reconheça sinais como febre, dores no corpo, manchas na pele e mal-estar geral. Municípios que concentram maior quantidade de notificações devem adotar ações adicionais de vigilância e controle do vetor Aedes aegypti, responsável pela transmissão não apenas da dengue, mas também de outras arboviroses.
Vacinação avança entre crianças e adolescentes
Até a primeira semana de 2026, 201.633 doses da vacina contra a dengue foram aplicadas no público-alvo sul-mato-grossense. No total, o estado recebeu 241.030 doses enviadas pelo Ministério da Saúde. O esquema vacinal prevê duas aplicações, com intervalo de três meses, recomendadas para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária considerada mais suscetível à hospitalização pela doença.
A SES reforça que a procura pela segunda dose dentro do prazo estabelecido é fundamental para garantir a eficácia do imunizante. As prefeituras seguem responsáveis por organizar calendários, pontos de vacinação e campanhas de chamamento para completar o ciclo vacinal.
Chikungunya também exige atenção
Além da dengue, o mesmo boletim registra 131 casos prováveis de Chikungunya em Mato Grosso do Sul, com duas confirmações laboratoriais inseridas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Não há, até o momento, gestantes entre os casos confirmados. A doença, igualmente transmitida pelo Aedes aegypti, pode provocar febre alta de início súbito, forte dor articular e cefaleia.
Segundo a secretaria, pessoas que apresentarem sintomas compatíveis com dengue ou Chikungunya devem evitar a automedicação e procurar imediatamente uma unidade de saúde do município para avaliação clínica e realização de exames, quando indicados. O acompanhamento precoce reduz o risco de complicações e permite a notificação adequada, essencial para o monitoramento epidemiológico.
Medidas para eliminar focos do mosquito
Para reduzir a proliferação do vetor, a SES recomenda:
- descartar recipientes que possam acumular água, como pratos de vasos de plantas, garrafas e pneus;
- manter caixas-d’água, tonéis e outros reservatórios completamente vedados;
- utilizar telas de proteção, mosquiteiros, repelentes e roupas que cubram braços e pernas, principalmente nos horários de maior atividade do mosquito, início da manhã e fim da tarde;
- procurar atendimento médico ao primeiro sinal de febre ou dor intensa.
As equipes de vigilância ambiental municipal realizam vistorias domiciliares, aplicação de larvicidas e ações educativas, mas a secretaria destaca que a eliminação de criadouros dentro das residências continua sendo a forma mais eficiente de prevenção, uma vez que a maior parte dos focos ainda é encontrada em espaços particulares.
Boletins e monitoramento contínuo
Os dados divulgados nesta quinta-feira correspondem à Semana Epidemiológica 1 de 2026, período que compreende os dias 1.º a 6 de janeiro. A atualização ressalta a importância do acompanhamento semanal para identificar tendências de aumento ou redução de casos. Informações detalhadas sobre distribuição geográfica, faixa etária dos pacientes e índice de infestação predial podem ser consultadas nos boletins completos de dengue e Chikungunya disponibilizados pela SES.
Com a confirmação dos primeiros casos no ano e o elevado número de notificações, o órgão estadual reforça que a combinação de medidas preventivas, vigilância constante e ampliação da cobertura vacinal é essencial para conter o avanço das arboviroses no estado.









