Search

Mato Grosso do Sul registra renda per capita de R$ 2.454 e ultrapassa média do país, indica IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) referentes a 2025, demonstrando que Mato Grosso do Sul alcançou rendimento nominal mensal domiciliar per capita de R$ 2.454. O valor supera a média nacional, fixada em R$ 2.316, e coloca o estado entre os que apresentam melhor desempenho no indicador.

O rendimento per capita é obtido a partir da razão entre o total dos rendimentos domiciliares — provenientes de salários, aposentadorias, pensões, benefícios sociais e outras fontes — e o número de moradores. O cálculo considera os valores brutos efetivamente recebidos no mês de referência da pesquisa e, para o resultado anual, utiliza as informações coletadas nas primeiras visitas da PNAD Contínua aos domicílios em cada um dos quatro trimestres de 2025.

No cenário regional, Mato Grosso do Sul ocupa a segunda posição no Centro-Oeste. O Distrito Federal aparece em primeiro lugar, com R$ 4.538, o maior rendimento per capita do país. Os demais estados da região apresentaram R$ 2.335 em Mato Grosso e R$ 2.407 em Goiás, ambos também acima da média brasileira.

O levantamento confirma a manutenção da vantagem sul-mato-grossense sobre várias unidades da federação, sobretudo das regiões Norte e Nordeste. Entre os estados vizinhos e comparáveis, o valor de R$ 2.454 garante ao estado posição confortável e reforça tendência observada em anos anteriores, mesmo com oscilações decorrentes das condições econômicas nacionais.

De acordo com a tabela divulgada, o Distrito Federal lidera o ranking nacional (R$ 4.538), seguido por São Paulo (R$ 2.956), Rio Grande do Sul (R$ 2.839), Santa Catarina (R$ 2.809), Rio de Janeiro (R$ 2.794) e Paraná (R$ 2.762). Na extremidade oposta, o Maranhão apresenta o menor rendimento, com R$ 1.219. Outros estados com valores abaixo de R$ 1.500 incluem Acre (R$ 1.392), Ceará (R$ 1.390) e Pará (R$ 1.420). Rondônia (R$ 1.991), Tocantins (R$ 2.036) e Sergipe (R$ 1.697) figuram em posição intermediária.

A lista completa mostra ainda que Minas Gerais atingiu R$ 2.353, Espírito Santo R$ 2.249 e Bahia R$ 1.465. No Nordeste, Piauí (R$ 1.546), Paraíba (R$ 1.543) e Pernambuco (R$ 1.600) mantiveram níveis próximos entre si. Na Região Norte, Amazonas registrou R$ 1.484, Roraima R$ 1.878 e Amapá R$ 1.697. Essa distribuição reafirma disparidades históricas entre as regiões, refletidas na capacidade de geração de renda e na estrutura produtiva local.

A publicação atende ao que estabelece a Lei Complementar 143/2013, que define critérios para o rateio do Fundo de Participação dos Estados (FPE). O rendimento per capita figura como uma das variáveis consideradas na fórmula que determina os coeficientes repassados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Como o modelo utiliza o inverso do rendimento per capita, unidades federativas com valores mais baixos tendem a receber participação proporcionalmente maior no fundo, mecanismo que busca reduzir desigualdades regionais.

O IBGE destaca que o indicador inclui apenas rendimentos efetivamente recebidos, sem estimativas de ganhos futuros. Salários formais e informais, aposentadorias públicas e privadas, pensões, programas de transferência de renda, aluguéis e outras receitas entram na composição. Esse recorte permite medir com maior precisão a capacidade de consumo e a disponibilidade de recursos das famílias em cada estado.

Entre 2020 e 2022, o instituto adaptou a metodologia de coleta por causa da pandemia de Covid-19, período em que houve queda nas taxas de aproveitamento das entrevistas presenciais. A partir de 2023, o procedimento padrão foi retomado, com a equipe de campo realizando a primeira visita domiciliar para levantamento das informações de rendimentos, restabelecendo a comparabilidade histórica dos dados.

A divulgação referente a 2025 consolida o retorno ao fluxo habitual de apuração e reforça a importância da PNAD Contínua como principal instrumento de acompanhamento da evolução socioeconômica brasileira. Os números agora apresentados servirão de base para decisões orçamentárias, políticas públicas e análises de distribuição de renda em todo o território nacional.

Com rendimento per capita de R$ 2.454, Mato Grosso do Sul se mantém em posição privilegiada no contexto brasileiro e reforça a liderança regional, atrás apenas do Distrito Federal, enquanto estados com menor desempenho, como Maranhão, permanecem com valores significativamente inferiores à média geral.

Isso vai fechar em 35 segundos