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Morador registra denúncia após perder R$ 6,6 mil em golpe de falsa transportadora em Dourados

Um morador de Dourados procurou a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) na manhã desta segunda-feira, 18, depois de constatar que havia transferido R$ 6,6 mil a estelionatários que se passaram por funcionários de uma transportadora. O caso foi registrado como estelionato e será investigado pela Polícia Civil.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima relatou que recebeu uma ligação telefônica de uma pessoa que se apresentou como representante de uma empresa de transporte de encomendas. Durante o contato, o interlocutor informou que havia um pacote destinado ao morador, mas alegou que a liberação da entrega dependia do pagamento imediato de R$ 6,6 mil. Ainda segundo o relato, o suposto funcionário enviou os dados bancários necessários para a transferência e reafirmou que a quantia devia ser quitada para que o material fosse encaminhado.

Convencido pela abordagem, o morador efetuou a transferência do valor solicitado e, logo em seguida, encaminhou o comprovante de pagamento ao número de telefone indicado pelo golpista. No mesmo dia, o alegado representante confirmou o recebimento do dinheiro e forneceu uma previsão de entrega para sexta-feira, 15. O comprador, então, aguardou a chegada do pacote dentro do prazo combinado.

O cronograma, porém, não foi cumprido. Chegada a sexta-feira, a encomenda não foi entregue e nenhum funcionário apareceu no endereço do destinatário. Ainda assim, o morador manteve a expectativa de que pudesse ocorrer algum atraso operacional e optou por aguardar novas informações.

Três dias depois, nesta segunda-feira, 18, o mesmo contato telefônico voltou a procurar a vítima. Desta vez, o suposto representante alegou a existência de um novo custo para concluir o envio do material e solicitou outro depósito em valor não especificado no boletim. Dessa forma, demonstrou que a quantia de R$ 6,6 mil paga anteriormente não seria suficiente para a liberação da remessa.

Diante da insistência por um segundo pagamento e da ausência de qualquer sinal da encomenda, o morador passou a desconfiar da veracidade da história e decidiu buscar auxílio junto às autoridades. Com todos os comprovantes em mãos, dirigiu-se à Depac e formalizou a ocorrência, informando detalhadamente cada passo da negociação, os valores movimentados e os números de telefone utilizados pelos suspeitos.

No registro policial, constam o valor exato transferido, a data da primeira abordagem, 18, e o compromisso não cumprido de entrega marcado para 15. A Polícia Civil classificou o fato como estelionato, crime previsto em lei para situações em que há obtenção de vantagem econômica mediante engano ou artifício fraudulento.

Os investigadores agora passarão a rastrear os dados bancários fornecidos ao morador, assim como o número de telefone usado nas ligações. O objetivo é identificar os responsáveis e apurar se há outras vítimas na região que possam ter sido enganadas pelo mesmo método. As autoridades também devem verificar se a conta indicada pertence a um laranja ou se foi aberta diretamente pelos envolvidos na fraude.

O inquérito seguirá tramitando na Depac de Dourados. A vítima, por sua vez, foi orientada a preservar todos os registros de conversas, comprovantes de transações e eventuais mensagens posteriores que possam auxiliar no avanço das investigações. Até o momento, não há informações sobre a recuperação do valor perdido nem sobre a localização dos suspeitos.